terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ausência

cada minuto é uma navalha
cada suspiro é um corte
cada lagrima, cada gota
cada pingo dessa garoa

cada espasmo já de fraqueza
cada olhar vazio e escuro
cada gesto inseguro e trêmulo

cada espectro
cada espelho
cada momento percebo

em tua ausência...
inexisto.

5 comentários:

K@rininh@ disse...

Adorei, parabéns!
Td rimado, estrofado como manda a tradição...
Este final, talvez resuma uma breve fase de minha vida. Me identifiquei muito com sua poesia!
Abs

Garota Devaneio disse...

Final excelente! Exprime exatamente a ansiedade da espera, da ausência que nos faz perceber o quanto alguém é relevante pra nossa felicidade.
Maravilhoso!

Dani Santos disse...

mauri,mauri, em cada rasgo desses silêncios a poesia se faz e nos transborda. a ausência perpassando nossos poros, percorrendo nossos olhos, mãos e vazios. uma canção de silêncio.

Gilvânia C. Duarte disse...

Que belo! Mostra como o mesmo lugar e tempo sem a pessoa especial (amada) se torna completamente diferente.

Sua forma de descrever os sentimentos me deixa fascinada. =D

Sidarta disse...

Mauri,

Estar apaixonado é uma espécie de transferência. Você transfere tanto de si para o outro que, quando este se ausenta, você de si se isenta.