quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Eu

[Da minha Caixa de Pandora, a pedido de uma amiga querida.]

Eu
Faço coisas erradas, sabendo quão erradas são
Crio hipóteses que mais tarde viram problemas de difícil solução
Acredito em contos de fadas contados pelo meu coração
Imagino finais felizes que só existem na ficção
Aceito como inteiro o que só me é dado em fração
Eu deixo você ir porque jamais tranco a porta
Tento caminhar em linha reta, mas tua estrada é torta
Renasço em um segundo, depois de dada como morta
Continuo abrindo mão do que realmente me importa
Aceito esse teu amor que ora me cura, ora me corta
Eu te falo o que sinto, mas inalcançável é minha meta
Percebo que ando em círculos, não sei como ser mais direta
Todos os caminhos apontam para ti, mas não sei a direção certa
Minha palavra-bumerangue sempre volta, não te afeta
Palavras pela metade fazem de mim idiota completa
Eu escolho músicas lindas para te ofertar
Escrevo poesias sinceras para me expressar
Perfumo meu corpo para te agradar
Enquanto isso teu mundo segue a girar
Ironicamente, tudo isso volta para me torturar
Eu
Perto de ti consigo sorrir um sorriso quase perfeito
Para te fazer feliz me reinvento, dou um jeito
Para que digas que sou flor e que teus dias enfeito
E ainda que isso não passe de uma frase de efeito
Sempre amanheço despetalada sobre o teu peito...

3 comentários:

Cacarina disse...

Camila!
Completa poesia.
Doeu até aqui dentro.
Abraço carinhoso,
Claudia

Tânia Tiburzio disse...

Parece música! È música!

Rayanna Ornelas disse...

Nossa Camila, vc arrasa!