quinta-feira, 10 de junho de 2010

Aquarela do Brasil (with caption) - Copa do Mundo e Walt Disney.


Aquarela do Brasil- 1936. Não deixem de assistir. É um lindo cartoon retratando com muita bossa, gingado, alegria e uma cachacinha, o nosso "jeitinho" de ser brasileiro.

Para homenagear o país do futebol.

A Copa do Mundo começa hoje, galera!
Mesmo não sendo muito adepta a assistir jogos de futebol, a Copa por si só, possui aquela vibe que incorpora o inconsciente coletivo quando chega e se inicia. 

E aí, a genética fala mais alto. Já comprei meus apetrechos de torcedora, a primeira camisa da seleção para o meu baby de menos de 2 anos para que ele comece a sentir e entender através da catarse coletiva gerada por um gol (ou falta de), o que significa SER/ESTAR parte de uma nação, em que utópicamente gostaríamos que todos se engajassem com a mesma paixão e espírito solidário, para as questões mais sérias que nos afligem na rotina dos problemas que deveriam ser lidados com mais seriedade pelos representantes do povo; onde os sonhos de um final feliz, acompanhados por mais uma Taça de Ouro, ficam armazenados no nosso desejo de sucesso, vitória, amor, alegria e tantas outras emoções, que conseguimos sentir quando assistimos um desenho animado ou um filme de aventura, ação ou ficção.

E por isso mesmo, por vivermos em eterna contradição entre realidade e fantasia; entre paradoxos de ser uma pessoa e personificarmos outra em nossas relações pessoais, profissionais e ideológicas que resolvi escrever sobre um genial artista e empreendedor, que conseguiu captar com as cores de uma aquarela e um ícone de brasilidade, nosso espírito macunaíma de ser, ao criar o personagem Zé Carioca.

Estou falando de Walt Disney. Certamente ele habita em vários sonhos, estantes e projetos de viagem para milhões de pessoas, através de suas criações perpertuadas através da História. Acredito que qualquer infância nunca mais foi a mesma, para aqueles que assistiram seus desenhos, leram gibis dos seus personagens ou que acompanham as criações do seu legado, sempre inovando com as capacidades tecnológicas disponíveis aos homens. Mas quem foi  o homem Walt? A ideia que temos dele como ser humano, condiz com o que ele criou? O artista se retrata em sua obra? É o que vamos ver.

Ai gente... o que dizer sobre uma mente brilhante associada a um espírito criativo e completamente sutil as nuances artísticas que está disposto o artista a retratar? Só nos cabe admirar e colocar tal artista, pioneiro e grande empresário, na lista dos homens mais influentes do século XX, não acham? Pois foi isso o que aconteceu. Quem nunca assistiu um desenho animado de Walt Disney ou nunca sonhou em conhecer a Disney World?

É claro, que ele sozinho não criou todos os personagens do seu mundo colorido e desenhado, mas de sua mente genial e de sua habilidade administrativa e empresarial, surgiu um mundo de estórias fascinantes dedicadas à todas as idades e gerações.

Fiquei rosa chiclete quando li em um artigo numa aula de inglês há muito tempo atrás, que Disney, apesar de ter alcançado o sucesso como artista e homem de negócios, era triste, deprimido, um pai e marido medíocre, sem consideração pelos seus, fumante inveterado de três maços de cigarro por dia, além de falso moralista (pregava reprovação ao uso do álcool, mas era quase um alcóolatra ele mesmo, ou seja: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço).

Enquanto patrão, ele se relacionava com seus funcionários como se os mesmos fizessem parte da família; no entanto, os pagava muito mal e não lhes dava os créditos por suas criações. Era um autoritário e egoísta capitalista selvagem. Tratava os que lhe opusessem como traidores e os cunhava como comunistas subversivos. Nenhum judeu alcançava postos executivos, nenhuma mulher conseguia conquistar uma posição melhor do que simples colorista de desenhos e o único negro contratado em sua empresa, era um antigo engraxate da época das vacas magras.

Foi apregoado também que desde 1940 ele era informante do FBI, entregando seus companheiros de profissão ou atraindo-os para um comitê de atividades anti-americanas que havia sido formado por motivos políticos. Esta associação de Disney com o serviço secreto foi um acordo feito entre ele e um dos chefes do FBI, de forma que em troca de suas informações, eles fossem buscar pistas sobre a origem de Disney, que nunca teve seu nascimento registrado em cartório. Eles conseguiram remontar sua descendência até chegarem a uma lavadeira chamada Isabella Zamora, na Espanha do final do século 19. Três equipes visitaram a cidade natal desta mulher, uma cidade chamada Almeria, primeiro em 1940 e por fim, em 1976, logo após a morte de Disney. O que eles descobriram continua um mistério, embora pareça que decidiram eliminar evidências ao invés de expô-las.

Há quem diga que tudo isso não passa de invencionices de desafetos e biógrafos em busca de fama instantânea usando seu nome, assim como alguns dizem ser uma dessas teorias de conspiração os que teimam em associá-lo como simpatizante do nazismo de Hitler. O fato é que existe um cartoon, onde o Pato Donald faz apologia ao nazismo. Dizem que o próprio Disney proibiu a exibição deste desenho, mas ainda hoje podemos encontrá-lo no Youtube.

Quanto ao desenho criado em 1936, apresentando ao mundo e ao Pato Donald o nosso mascotinho Zé Carioca, não há como negar que talvez, nem um brasileiro teria feito melhor. Embora tenha alguns "furos", todos eles são perdoáveis em relação ao todo. O Rio de Janeiro pincelado, a música, a caracterização boêmia e malandra (no bom sentido) do típico carioca, o pato bebendo cachaça, a sombra de Carmem Miranda... tudo uma graça.

Não há como deixar de se encantar. E olhe que naquela época nem se sonhava com toda a tecnologia que dispomos hoje. Este desenho tem aproximadamente uma hora e pouquinho de duração, mas este encontro entre as duas aves, já é memorável. Boa Copa para todos. Que um feliz espírito de brasilidade se apodere de nossos corações coloridos em verde,amarelo, azul e branco. Rumo ao HEXA!!!!

3 comentários:

Camillo Landoni disse...

Olá, Andréa!
Que legal, que lembrança feliz!

Independente dos mistérios(verdadeiros ou não), a respeito da biografia de Walt Disney, eu sempre penso: se não fosse o seu talento empreendedor, não existiria uma de minhas canções preferidas: When Wish Upon a Star.

E um filme dessa série que me marcou muito minha infância foi o longa: Você já foi à Bahia? Minha primeira escola se chamava Jardim Escola Panchito e tinha a ave desenhada na fachada. Adorava aquele muro desenhado. E foi uma sensação quando eu, criança, o vi em movimento no longa da Disney.

Ah, e falando em desenhistas (eu desenho tbm) um dos meus sonhos é me tornar cartunista profissional. ainda não desisti.

E falando em Copa, a primeira que assisti foi logo a de 82. Nunca me esqueci do Laranjito... Panchito, Laranjito, Posso dizer que meu gosto por cartum vem desde o Jardim de Infância, ou da Copa da Espanha.

Andréa
Grande abraço!!!
E viva a criatividade!!!

Lohan Lage Pignone disse...

Viva a criatividade!

Sim, merece aplausos este profissional. No entanto, não posso dizer o mesmo do homem Walt, segundo o que você, Andrea, tão bem explicitou em seu texto.

Uma aula sobre a Disney, conjugando com o espírito da Copa do Mundo, um texto memorável neste blog.

Zé Carioca, eu lembro quando assisti a esse filme pela primeira vez! rs Foi na casa de um vizinho, um retroprojetor, diretamente para a parede! Assisti tudo pela parede da casa dele! Mágico, não? Eu devia ter uns sete anos.

Eu sou suspeito de falar das criações Disney... Sempre fui super fã desses personagens. Quando criança então! Chegava a ser chato, rs. Todo ano eu queria que o tema de aniversário fosse do Mickey Mouse. Pra diferenciar, pedia do Pato Donald, ou do Pateta, rs. Tive um aniversário com este tema, se não me engano, o de cinco anos.

Não perdia um desenho, tinha uma pilha de gibis (Monica ficava em segundo plano, rs), fitas cassetes... Foi uma boa época, sabe. Só de lembrar, me sinto até um pouco entristecido por não ter mais tanto interesse. Sei, é natural, a gente cresce,...rs. Mas quem às vezes não sente a velha síndrome de Peter Pan?

Parabéns mil, Andrea.
Bjs, Lohan.

Andréa Amaral disse...

Gente, obrigada.
Camillo, vc se lembra de um álbum de figurinhas que foi lançado com todos os países que participavam da Copa? Fiquei arrasada... acho que só faltava 1 figurinha para eu completar o álbum, mas só vinha figurinha repetida do México...ai que ódio! Por fim, quando encontrei um ser que tinha a dita cuja, queria cobrar os Olhos da cara.

Lohan,Pato Donald, Tio Patinhas, os irmãos Huguinho, Zézinho, Luizinho...o fofo do Bambi, o Dumbo com aquele orelhão. Semprei amei todos; Mas eu sempre preferi os tralhas (acho que é por isso que só gosto de homem cafajeste)...huahuahuahua. Os irmãos Metralha, Madame Mim, a Maga Patológica e o Pluto trapalhão sempre foram meus favoritos. Até hoje vou ao cinema assistir desenhos.