quinta-feira, 24 de junho de 2010

Barbarii de Tirani! / Hinos sem Copa


Buenas, leitores Autorizados!
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Potência! Força! Vigor! Energia!

É com esse espírito que meu post de hoje está carregado.

Depois de estrear escrevendo sobre estréias, em seguida homenagear Ronnie James Dio, e uma semana depois declarar meu amor anônimo na forma de versos românticos, o assunto agora claro que não é a Copa do Mundo, portanto não me acusem de antipatriotismo. Porém, sem deixar as tais Jabulanis de fora, quero dizer, sem jogar o tema pra escanteio, todo sabem que também existe música (onde?)

No Campeonaaaato Mundiaaaal de Futeboool.

Um exemplo?
“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas...”
Ora, de Senegal ao Turcomenistão, todo país tem o seu! Mas como a execução dos hinos está cada vez mais curta, o que é ridículo, considero também uma tremenda falta de coerência me alongar sobre esse assunto. Portanto, não vou contar a história das marchas para a guerra, dos triunfos imperiais, ou republicanos. Mesmo porque não tenho a pretensão de ministrar um curso sobre o tema. Mas para quem se interessar, eu indico o livro “Hinos de Todos os Países do Mundo”, no qual o autor Tiago José Berg narra a história de aproximadamente 200 deles.

Estamos na Copa do Mundo, mas foi nas Olimpíadas de Seul, em 1988, que ouvi pela primeira vez o Hino da União Soviética, e fiquei embasbacado. É sem dúvida um dos mais bonitos e emocionantes do mundo. Jamais me esqueci dele. Desde então eu tive certeza de que havia muito mais para conhecer sobre o assunto. Liderando um exército, sou capaz de vencer qualquer guerra ao som desse hino. Para a glória do povo russo, ainda é o mesmo que representava a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, pelo menos no que se refere à maravilhosa melodia. Pois, quanto à letra, tudo o que havia alguma relação com a velha ideologia comunista, com Marx e com a Revolução (1917) “foi-ce” embora.
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Na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno deste ano, em Vancouver, eu tive o prazer de assistir (pela TV) à esplêndida execução dele, o Hino da Rússia, em virtude da próxima edição dos jogos, cuja sede será na cidade russa de Socchi. Não é comum a execução de hinos virar notícia, a menos que algo bem inusitado aconteça, como num exemplo nacional recente em que a cantora Vanusa (e Abusa) num evento promovido pela Assembléia Legislativa de São Paulo se atrapalhou só um pouquinho na interpretação do nosso “Ouviram do Ipiranga...”


Hino da Rússia (com coro e orquestra)



Também não é comum hinos serem ouvidos nos lares ou em carros de passeio. Mas comigo não! Eu tenho CD’s de hino, e adoro! Alguns então muito em especial. Por exemplo: como é bom o hino romeno, gente! – pra evitar o lugar-comum. Toda vez que ouço o Deşteaptă-te, Române! (Desperta, ó Romeno!) é isso o que realmente acontece comigo, porque é impossível não ficar ligado quando se ouve essa “belississíssima” melodia, de uma profundidade mítica e triunfante! Com um arranjo e orquestração justos, o Hino da Romênia se torna um dos mais viris e poderosos. Sempre que o ouço sinto-me tão forte, com meu espírito bárbaro em insaciável regozijo, pronto para destruir meus inimigos, e que os poupados pela minha espada furiosa se ajoelhem diante de mim e se curvem a minha vontade! Pela liberdade de meu povo!





E já que falei em liberdade, sugiro à Thaty Louise um top list dos melhores hinos do mundo, ou então peço permissão a ela desde já para que eu mesmo faça uma lista, numa atitude extrema de subversão à ordem do blog Autores S/A. De qualquer modo, e segundo minha imperial opinião, os da Rússia e da Romênia, dois países que não se classificaram para a Copa, já estão na minha lista, pois seus respectivos hinos estão entre os mais bonitos, fortes, emocionantes e empolgantes do mundo.

Beijos e abraços!
Até a próxima semana!

Camillo Landoni

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Deşteaptă-te, române! (Anton Pann, Gheorghe Ucenescu/Andrei Mureşanu)
Gosudarstvenny Gimn Rossiyskoy Federatsii
("Hino Estatal da Federação Russa")
(Sergey Mikhalkov/Alexander Vasilyevich Alexandrov)

V.

7 comentários:

Thaty Louise disse...

Nossa!!!!!!!!!!!
Finalmente sou a primeira a comentar!!!!
Lindo
lindo e lindo!!!!!!! Um post nada óbvio sobre a copa, nossa... O que falar do parágrafo vermelho-Marx? Brilhante!!!! Que legal saber que we love Romênia... Acho Bucareste uma das cidades mais lindas do mundo...

Bjocas milhares e vc n só pode como deve fazer a lista!!!!!!
^^

Lohan Lage Pignone disse...

Caraca, Landoni, vc foi totalmente inusitado! rs Fugiu do lugar-comum, desses assuntos sobre Copa, todos iguais, Jabulani, Itália eliminada, rs... Aliás, o hino da Itália cairia muito bem nessa postagem como gozação, com uma imagem de uma pizza logo abaixo, pra completar, rs.

Super interessante seu texto, gostaria até de te pedir para falar mais sobre hinos, suas respectivas histórias; faça a lista, já tens a permissão da Thaty! Vc despertou meu interesse em hinos!

Mas... Falar a verdade... O hino do Brasil arrepia, cara. Gosto mto da Marselhesa tb.

Abraços!

Camillo Landoni disse...

Sim, nós amamos a Romênia!!! que legal! Eu tenho um artigo sobre Bucareste que eu guardei faz tempo! Eu não acho, ela é uma da cidades mais lindas do mundo!!!

Vc é sempre a primeira, desde que apareça sempre! Valeu, vou fazer a lista! que legar subvertermos o blog!!! Revolucionário!

Bjos!!!!

Ana Beatriz Manier disse...

Camillo, seu post mexeu com minhas raízes! Há tempos eu não ouvia o hino da Romênia. Lindo de morrer!
Já o incluí nos videos no FB.
Meu avô era romeno e, por conta disso, sempre tive carinho especial por lá. Bucareste está na lista da próxima ida à "Zoropa".
Parabéns pelo texto (e pela escolha musical).
Ana

Alessandra disse...

Camillo,

Nunca pensei que um pst sobre hinos pudesse ser tão emocionante.
Tenho trauma de hinos porque era obrigada a cantar no sol na época do colégio!
Muito bo a postagem!

Camillo Landoni disse...

Ana Beatriz! Que feliz coincidência! Muito obrigado, fico feliz que tenha gostado do meu texto. Que beleza a sua próxima viagem à Europa... E vem cá, vc fala alguma coisa de romeno?

(=

Oi, Alessandra, é incrível poder saber que vc tem trauma de hinos e mesmo assim leu meu post e comentou! Esse é um elogio e tanto, ams tenta superar o trauma... Esqueça as obrigações. Valeu pela visita. Não deixe de voltar!

Andréa Amaral disse...

Muito interessante seu post. Os hinos são símbolos da identidade cultural de um povo, sua lutas, seus anseios, sua história. Assim como as bandeiras. Também acho ridículo encurtarem os hinos em competições como a Copa. Parece que que ao encurtá-los estamos desprestigiando esta identidade e que só uma parte é tocada por obrigação de se manter um protocolo.
Quanto a Vanusa...viva o patriotismo dos Rabileiros.