segunda-feira, 2 de julho de 2012

2º Etapa: Mitologia / Anúncio do tema da 3º Etapa

ELES CHEGARAM ATÉ AQUI.

COM PRAZER,

ELES SE APRESENTAM:


LUNE*

"Mereço ganhar o concurso porque os meus poemas são bons
e tem o que dizer".

BAROLO*

"Ganhar o concurso? Quem disse que eu mereço?
Há talentos maiores que o meu concorrendo".

GEOVANI DORATIOTTO
(G.D)

"Mereço vencer o concurso porque eu vivo poesia".

ANA LÚCIA PIRES
(ANNA LISBOA)

"Que o Brasil possa, um dia, comer poesia sem contraceptivos. Amém".

LETÍCIA SIMÕES
(ALICE LOBO)

"Tenho o coração maior que o mundo.
E só a poesia dá conta desse músculo impossível".

WENDER MONTENEGRO
(MANOEL HELDER)

"Não mereço vencer esse concurso
Mas sei que gostaria de vencê-lo".

FRANCISCO FERREIRA
(JOÃO SARAMICA)

"Vencer este concurso é apenas um detalhe;
Participar que é a grande conquista!"

MARCO ANTONIO TOZZATO
(PER-VERSO)

"Ganhar seria um grande incentivo para que eu
me levasse a sério como poeta". 

RENAN DUARTE
(OCELOT)

"Não mereço ser o vencedor de coisa alguma.
Mas tenho coragem".

HENRIQUE CÉSAR CABRAL
(GASPAR)

"Se eu serei o vencedor do concurso? Leia as minhas poesias.
Lá deve ter alguma resposta".

FLÁVIO MACHADO
(DERSU UZALA)

"Mereço tanto quanto os outros ser o vencedor deste concurso.
Acredito na poesia como expressão de arte transformadora da realidade".

THIAGO LUZ
(JEAN JACQUES)

"Vou mergulhar de cabeça em cada verso, como se fosse o último verso da minha vida,
o verso derradeiro"



*Lune e Barolo preferiram não revelar seus nomes no blog.


ELES DISPUTARÃO, PONTO A PONTO,

O TÍTULO DE UM DOS CONCURSOS DE POESIA

MAIS DISPUTADOS NO BRASIL.




Desgrécia

O Minotauro sofreu de labirintite.

Teseu perdeu o tesão - correu para o Viagra.

"Câmera IndisCreta" na Internet com Afrodite.

Fizeram agora um shopping no meio da Ágora.



Aquiles teve que amputar a sua perna.

Hércules disse que tá atrás de um trabalho.

Foi trabalhar no circo a Hidra de Lerna.

Virou moda o Leão de Neméia como pele em agasalho.



Prometeu bebeu - fudeu, deu problema de fígado.

Helena posou na Playboy e perdeu o posto de musa.

Deu câncer de pele o sol que bronzeava Ícaro.

Perseu perdeu a cabeça por decapitar Medusa.



"Ulisses é o maior fura-olho" - disse o Ciclope aos jornais.

Cronos virou atleta e vai correndo cada vez mais.

Ares trabalha na ONU com questões que envolvem a paz.

Na Assembleia do Reino de Zeus todos somos imortais.



Desgraça na Grécia

Destrói a Tróia na nóia

E até as ruínas de Atenas

têm problema de memória.

Monte o limpo destino de maneira contraditória.
Todo Herói caduca depois de contar sua História.

Marcelo Asth,
vencedor do I Concurso de Poesia Autores S/A





    OS MITOS ESTÃO NO AR...


QUEM SERÁ O NOVO MITO DO CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A?



SEJA BEM-VINDO A SEGUNDA ETAPA

DO II CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A!


A MITOLOGIA

Os mitos podem ser encontrados em inúmeras civilizações. Temos os mitos gregos, os nórdicos, os celtas, os brasileiros, os romanos... Temos seres humanos que são considerados mitos, devido aos seus grandes feitos. Temos os mitos inconscientes, que nos mobilizam a muitas ações quotidianas.  E, hoje, aqui no Autores S/A, temos os belíssimos poemas sobre MITOLOGIA, que ilustram a segunda etapa desta competição. Trata-se de uma temática ampla e rica, que cerceia, sempre, as culturas das nações. Será que os nossos 12 poetas finalistas conseguiram se sair bem nessa?





Nesta etapa, foi dirigida aos poetas a seguinte pergunta:

“Na sua opinião, qual é a história mitológica mais
fascinante que existe
e por que?

As respostas serão encontradas nas apresentações dos poemas.


Agora, desejamos a você, leitor, uma agradável leitura, um mergulho neste mundo repleto de conhecimento e seres fantásticos, abordados pelos 12 finalistas do II Concurso de Poesia Autores S/A. Comente, expressando sua opinião e sua torcida. E não deixe de ir até a ENQUETE DA RODADA votar no poeta que, na sua opinião, foi o destaque da rodada “MITOLOGIA”. O poeta que tiver recebido maior número de votos será agraciado com 01 (um) ponto-bônus no ranking oficial. Vote e ajude o seu preferido (a)! A ENQUETE DA RODADA será iniciada às 22 horas de hoje e será encerrada na quinta-feira às 18 horas. 

                                            Atenção:


- Ao utilizar navegadores diferentes (Explorer, Chrome, Firefox, etc.), talvez você consiga votar mais de uma vez na ENQUETE;

- Reiniciando o seu computador, talvez você consiga votar mais de uma vez na ENQUETE;

- Essas informações estão sendo concedidas a fim de estabelecer uma base mais justa para todos os concorrentes nesta disputa via ENQUETE. Elas foram recolhidas através de testes realizados no sistema de votação.



OS 12 POEMAS DA ETAPA: MITOLOGIA


                            (1º trabalho de Hércules: Matar o Leão de Neméia)

De Atibaia, São Paulo: Geovani Doratiotto, 23 anos.

Pseudônimo: G.D


“O Mito ou alegoria mais fascinante que existe é o da Caverna de Platão. Me remete ao processo moderno de reificação (consequente Alienação)”.



Título: CAVERNA-SÃO PAULO (à)



A Ideia

refletida na parede da cabeça,

[Homens nus,

Despidos à força em Pangea.]

                Sorrateiro, o feixe de luz exterior

atravessa o tapume;

Fogo fátuo, fato consumado;

alter-ego -mito

atrás do muro  interior-vivo;

Sombras sofrem os ecos da

 síndrome de Baco.

                                                   [Phýsis- Natureza do barraco,

chão de barro-oco]

O oráculo de delfos

                              Atende em hora fixa na Av. Paulista.

Hércules tem apenas

um oficio de oito horas

(Uma diária. Lamenta. Leva marmita);  

Helena  de tróia vende

                               Seu corpo na Av. Augusta;

-Por que, Psiquê não ama ninguém?

                        Além das expectativas morreu um desses

 meninos-de-rua (μυθος),

Amem.



(2º trabalho de Hércules: Matar a Hidra de Lerna).

De Brasília, Distrito Federal: Lune*, 55 anos.

Pseudônimo: Lune

*Poeta preferiu não revelar o nome.


“Talvez não seja a mais fascinante história da mitologia, porque toda a mitologia é fascinante, mas a história de Medéia me atrai extremamente.  Gosto de refletir sobre ela do fim para o começo. Do horror da deusa assassina, que mata o irmão e os filhos, à infelicidade da mulher que se entregou com tudo a um (pretenso) amor e viu esse amor se tornar ingratidão, traição. Voltando, ainda, à mulher que tem sua vida na mão do pai, rei e senhor. A morte dos consangüíneos, na história de Medéia, é uma representação da morte de tudo o que existe de mais valor em nome da vingança, mas é também o testemunho narrativo da dor, do remorso, da insanidade.  Na visão de Medéia, é de morte que se alimenta a vingança, mas para ela, e para a época, morte, vingança, dor são peças que o destino põe no tabuleiro, e que precisam ser jogadas.  Medéia sofre com cada decisão que toma, mas justifica suas decisões na aceitação da dor. E na crença de que o destino é traçado pela dor. Sobrevivem os que transformam essa dor em conquistas ou... Ódio. Como retrato de uma época distante, berço de uma civilização mítica e moralmente desconectada de culpas e medos, me serve como história de ‘fascínio’ em que apostar a empatia, a compaixão. É forte”.


Título: Dia profano


rompem-me manhãs de Ártemis

em que o livramento na terra flutuante

arranha, sangra, fortalece entranhas

e faço-me carne primogênita

a aparar no colo pronto

submisso

o pouso-macho do Sol

que me acumplicia



entardecem-me visões de Cólquida

em que a acidez entorpecente da vingança

apequena, envilece, desconverte

e faço-me empunhadura suicida

a matar nas vontades

imorais

o (des) afeto consanguíneo

que me rapina a decência



iludem-me crepúsculos de Héstia

em que a paz não deflorada dos úteros

hospeda, aquece, recompõe

e faço-me consentimento descuidado

a aceitar na vida

insepulta

o lança-chamas da quimera

que me desabita a casa



corrompem-me noites de Afrodite

em que a avidez abençoada da luxúria

perverte, desconforma, abocanha

e faço-me orgasmo repetido

a encobrir no sentimento

amotinado

a permanência belicosa

que me afronta a solidão



recompõem-me madrugadas de Tânato

em que a lucidez insuspeita do fim

arrebanha, equilibra, desaltera

e faço-me carnagem fresca

a provocar na divindade

devassa

o apetite da morte original

que me fareja a entrega


 
(3º trabalho de Hércules: capturar o javali de Erimanto)


Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Letícia Simões, 24 anos.

Pseudônimo: Alice Lobo


“Sou fascinada pela história de Penélope e Ulisses. Tanto pela parte dele - as inúmeras aventuras de um homem tentando regressar à mulher amada - mas principalmente pela idéia da espera de Penélope. A esperança desesperada, sem nenhuma conexão com a realidade, apenas no instinto de uma mulher apaixonada por um homem. a força do amor; o amor que acorda a alma, resiste aos dias, ao cotidiano, à certeza absoluta da morte. A estratégia de fuga de Penélope, o tear desfeito à noite e refeito todas as manhãs, é surrealmente bela. desfazer e refazer nós - não é isso que praticamos todos os dias? De certa forma, a espera de Penélope é um pouco a espera de todos nós: a crença no amor incorruptível”.



                                                        Título: ulisses,

uma estrela suja caiu do céu
caiu diretamente à
minha mão
arranhou-me as costas, os vitrais, os nervos de todas as ordens
não acredito mais em você, não acredito mais em ninguém
quisera eu acreditar que um dia voltarás - hoje prefiro enterrar-me aqui.

a estrela arde os olhos e eletrifica-me o corpo

atravessando aquela porta,
morri um pouco
aliás, com você, já morri de três a quatro vezes - a insistência vã deverá querer dizer algo.

não penses que não gostaria de partir,
de encontrar no branco o estremecimento do azul

                           (o amor, ulisses, é só um estremecimento do azul)


a estrela suja queima a mão
largá-la significará abrir mão do céu - mas este céu eu não quero.

este céu é sujo e feito de pássaros irrequietos.
quero os meus pássaros em paz.
talvez seja caso de renascer em azul, atropelando as fugas e reerguendo as gaivotas.

fugir nunca é despreparo, mas antes:

                                                                      necessidade.


acordei num sobressalto mas ainda no escuro.

a estrela jazia no chão.
a porta entreaberta já avista um muro.

agora, resta apenas esse tecido:

                                        meus dedos desmancham o ontem
                                                              esperando a sua voz.



(4º trabalho de Hércules: capturar a corsa de Cerinéia)


De Vinhedo, São Paulo: Ana Lúcia Pires, 42 anos.

Pseudônimo: Anna Lisboa


“Em minha opinião, a história de Pandora é uma das mais fascinantes. Seria sua culpa o alto valor de minha conta de luz? O insuportável trânsito nas grandes metrópoles, o chocolate conter tantas calorias, o abandono racional dos países pobres, o atraso gigantesco da novela das 20h00min, o formol assassino nas escovas progressivas? A Aids, a falta de medo da Aids? Quantos castigos! Ainda bem que sempre nos restará a esperança. A velhice, a doença, as pragas, os vícios, a mentira, etc. Todas as desgraças da humanidade, incluindo a TPM, saídas de sua caixa da curiosidade. Sim, a culpa é sempre das mulheres. Eva, Dilma, Madonna, Roberta Close, Mãe Menininha, Dona Maria da padaria... Pandora inspiraria por si só centenas de poemas. Por isso, começo e termino o meu manipulando minha própria caixa”. 



Título: O Coro do Caos



O Coro

Ouçais o Monte de silêncio inóspito

Respeitai a Caixa aberta!

Foice Pandora, do verbo fui eu     

Debalde em balde encher-se de rugas efervescentes

Papoulas politeístas e terços Pandoravante! 



Abusai da esperança de dentes arriados

A última que morre, agarra-se ao avesso, do avesso

Do avesso do coitado, Veloso por sua Linda



Ratos, traças, sanguessugais Aphrodítē de Τροία, em grego sépia

Sêmen de espuma vinga ativa fêmea de minha primeira face

Apolo (gias) em papiro almaço/ alminha de meus mitos

Joplin

Lennon

Godard

Aflitos

Infinitos

Ex-quesitos

Respirai Ares preto-borgonha

Sob o tule king size de Atena virgem                       Ah...  hímen cidade

Carnificina faminta, sabedoria estuprada

Puts!

Em grego:  Βάζει!

Sarapatel irado! Azeite, senhores?



Socorrei Deméter

De trigo em trigo, encheu-lhes o papo incesto de vime

Chora a velha na Pedra Triste

Choro eu e mais um quarto



Aclamai a lira de Orfeu Eurídice!  O verso coxo dançou até tarde:

- Aqui sou raso, aqui sou fundo! – Urrava Hefesto

- Hera bom chamareis por Hades! Hades! Hades!

- Quem sois vós, mortal imundo?

- O inferno das verdades! Hades! Hades! Dançai também, invisível covarde



Aplaudi Dionísio por Caravaggio

Vinho delirante de bagos esquartejados

Mística fermentação de morte fulminante

Pobre Sêmele, cessou um dia amante

                                       - Aspira a dor de pó, epifania de um instante



Apiedai de quem Prometeu

Centelha de fogo apagado

Da boca saliva viveu

De fígado regenerado

Hermes protege o que é meu

Ainda que seja roubado

  

O Caos da MitolORGIA



Calai em nome das ninfas de meus porta-retratos

Santo, Daime cor aos pequenos lábios a (cor)rentados

Lambei minha divindade, Medusa de presas e soltas febris

                                     -Playground do Olimpo, 5º andar de nuvens, falar com Eros



Ouçais, por fim, ó Zeus

O coro suplicante por deuses de carne seca e carcaça anil

Já o fiz em nome de minha mãe                            D’água

Deusa de tudo que escarro

Afogai o moscardo da mágoa

Passai Mercúrio nas chagas da desumanidade




O Coro dos Primordiais



LEVANTAI-VOS TOLOS, DO SEPULCRO



                                 LIVRAI-VOS DAS ANFETAMINAS DE RAPINA



A QUEIXADA CAÍDA DE HOMERO VOS AGUARDA



CHEGA AO FIM A RÉCITA DO FIM



FECHAI AS CORTINAS DE EPIDAURO.

e as caixas


O Coro do Caos



Cronos, lógico                 Fim = Τέλος




(5º trabalho de Hércules: Expulsar as aves do lago Estinfale, na Arcádia)




De São Paulo, São Paulo: Henrique César Costa Cabral, 59 anos.

Pseudônimo: Gaspar


“Sem dúvida, a ‘Odisséia’. Explicar porque algo nos fascina não é tarefa fácil. Por que uma Poesia nos fascina? Ou o sonho? A mesma problemática com relação ao mito, já que, sem dúvida, são linguagens irmãs. Aliás, para Homero, a poesia era essencial para eternizar os feitos dos grandes homens do passado (sem dúvidas alguns parecem possuir a estética do sonho, outros de pesadelo). No caso da Mitologia Grega existe uma grande variedade de trabalhos à nossa disposição, escritos em diversas épocas, etc., o que nos abre um campo imenso, se for o caso. Mas o ineditismo da Odisséia é assombroso. A ‘Ilíada’ é mais antiga, foi compilada de diversos mitos, etc. É mais irregular e a Guerra é o personagem central. No caso da ‘Odisséia’, a busca (no caso o retorno) do herói principal, sua peregrinação repleta de aventuras, que ainda emocionam, tem um encanto incomparável. Pode-se ler até hoje com o mesmo fascínio, ou a mesma ansiedade (depende do Canto). Já teve tantas interpretações, que é impossível conhecer todas. Há algumas curiosas. Uma delas garantia que foi escrito para mulheres, tal o número delas que acorriam o livro. Outro, que o próprio autor foi uma mulher (com aquela barba? Devia ser horrível). O que sabemos é que foi escrito pelo (a) maior - ou pelo menos o pai (ou mãe) - dos escritores. Digamos, um semideus (dá até medo falar sobre ele).  Não posso comentar esse livro sem correr atrás dele logo depois. É o que vou fazer agora. Com licença.



Título: Ciclope



o mito é fome viva

em gravidez perpétua



para o Ciclope, só

o olho explica pouco

o muito dessa fome



= = =



o olho aberto – o único

aceso na extensão

já lendária da praia

- baia que flutuava -



aceso todo o dia

desliza com vagar

nas linhas sempre móveis

das sombras encurvadas



aceso pela noite

iluminando os ossos

insepultos em vagas

ondulantes de areia



a noite desce torta

suas asas lubrificam

nova conformação:

Ninguém na escuridão



(na alma a armadura

o ar denso de resina

enquanto se prepara

o ataque em fogo brando)



que lhe atravessa o olho

escorre pela veia

até cuspir no chão

o olho cor de areia


(6º trabalho de Hércules: Limpar os estábulos do rei Augias, da Élida, em um só dia)




De Cabo Frio, Rio de Janeiro: Flávio Machado, 53 anos.

Pseudônimo: Dersu Uzala


“A história que mais me impressionou foi ao do Negrinho do Pastoreio. Deixou marcas profundas na minha infância. Durante as férias costumava passar alguns dias na casa de minha avó materna, em Campo Grande, subúrbio do Rio de Janeiro. Naquele tempo, tinha ares rurais, com sítios, laranjais e muita criação; em um determinado ano, a vizinha de minha avó emprestou alguns livros, e, havia nestes, a lenda do Negrinho do Pastoreio. A história com toda carga dramática me impressionou, porque identifiquei semelhanças com situações de exploração de crianças e racismo”.



Título: amazonas



contam sobre a existência na bacia do rio amazonas,

de um grupo de mulheres

viviam em sociedade fechada aos homens.



quando desejavam procriar

enviavam ao eleito uma pedra em forma de sapo

durante quatro noites de lua cheia

faziam amor as margens dos rios amazônicos

depois sem piedade sacrificavam os eleitos



uma das mulheres quebrou a regra

fugiu com um homem  para o interior da floresta



depois desse acontecimento

as mulheres nunca mais formaram  um grupo:



inveja

ciúme

desarmonia



a tribo desapareceu  no tempo

restaram  as urnas funerárias

com pedras em forma de sapo.



(Sétimo trabalho: capturar o touro selvagem de Minos, rei dos Cretenses)


De Nova Friburgo, Rio de Janeiro: Barolo*, 46 anos.
Pseudônimo: Barolo
*Poeta preferiu não revelar o nome.

“Para mim, a história mitológica mais fascinante não é a de Tântalo, meu eu lírico do poema, mas a de Pandora.  A curiosidade move o mundo, abre caixas, portas, horizontes”.

Título: Tântalo Moderno

Hondas reluzem na tevê,
Deslizam nas ruas,
Passam incólumes nas estradas.

IPhones brotam nos jornais,
Sorriem nas revistas,
Passam mensagens de felicidade.

Dorianas unem famílias,
Fazem mesas ensolaradas
Passam alegria no pão.

Eu, Tântalo, tenho tudo.

Mas passo a vida sedento,
Com água até o pescoço,
Com fome de frutos,
Que fogem de mim.

 (Oitavo trabalho de Hércules: capturar os cavalos devoradores de homens do rei Diomedes da Trácia).


  
De Juiz de Fora, Minas Gerais: Renan Duarte, 22 anos.

Pseudônimo: Ocelot


“É difícil eleger a história mitológica mais fascinante. Gosto das figuras presentes em ‘Teogonia’, de Hesíodo, e da jornada de Odisseu buscando sua pátria. É interessante como os deuses refletem o homem, e o homem se apresenta nos deuses”.



Título: Ao Deus dos Labirintos



Ao Deus dos labirintos
os caminhos bifurcados importam pouco
reto e estreito nunca fora tão curvo

Ao Deus dos labirintos
o círculo de um amor banal e humano
procedem dos filhos de um olhar tão turvo
A vida já foi um dia o que o espelho,
secreto e limpo, multiplicou no livro

Ao Deus dos labirintos
o louvor mais sublime: o caminho do Sonhar
permanece.

Seja no Olimpo, através do Egito, ou em Sião
os montes hão de dizer a ira
os clamores proféticos de quem fica
à deriva em sua própria
desmedida



(9º trabalho: Obter o cinto de Hipólita, a rainha das amazonas)



Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Thiago Luz, 29 anos.
Pseudônimo: Jean Jacques


“A história mitológica que mais me fascina é a da fênix, símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual. Tanto é verdade que possuo uma fênix tatuada nas costas, ao lado do nome da minha esposa”.

Título: Mitologia Íntima

Pouso a noite, sepulcro da eternidade,
Sobre minhas retinas suadas,
E miro em Órion e em horóscopos luminares,
Tateando em vão alguma luz em meu espírito
Tocado há muito pela solidão
De um Hades em meu peito.

Tomo a taça como uma dama:
Um beijo quente em suas bordas molhadas,
E sinto seu tinto batom em meus lábios...
Eu, o filho de Baco e de leviatãs nublados,
Desertor de doze trabalhos maçantes,
Retirante de Asgard,
Cambaleante entre os frígidos dias capitalistas
E as afrodites noites a me embebedar
Da tua ausência poética...
Eu, o nobre soturno,
Admoestado por uma horda de demônios
Na odisseia dantesca em que navego,
Perdido em bússolas desnorteadas
E redemoinhos que me afogam em mim mesmo.

Por Zeus do céu,
Sou um ciclope cego no labirinto mundano,
Sem deuses ou heróis, sem divindade ou heroísmo,
Beijando Gaia em cada queda diária, sem Olimpo,
Amando Nix como um filme de Tinto Brass,
Desalmando cada gozo em frenesi frívolo,
Bailando com ninfas a preços vis nas esquinas.

Por Deus
(Talvez o maior dos mitos seja Este),
Minha crença cadavérica abraça Seth
E mergulha noite adentro nos subterrâneos
Em que Cilas de quadris vorazes
Comem minha alma sem cura
E expelem o que resta de mim
Sobre uma cama solitária.


(10º trabalho de Hércules: Ir buscar o gado do monstro Gerião)


De Betim, Minas Gerais: Francisco Ferreira, 44 anos.
Pseudônimo: João Saramica

“A geração de Pégasus é a alegoria que acho mais interessante da mitologia grega. O cavalo alado, um fantástico símbolo da leveza e da beleza, surge do sangue que escorre da cabeça de Medusa, a horrenda Górgona que simboliza o peso da pedra”.  

Título: Apelo a Tânatos

Sob a Égide da Cruz
Zeus destronado já não mais pode
Provocar os vômitos de Cronos,
E o nosso destino é ser lentamente devorados!
...esperança não há!

Quisera a sorte de Diomedes
e ser estraçalhado nos dentes
Das putas devoradoras de homens,
Mas só me resta a lápide,
O cortejo e a perene condenação!
...salvação não há!

De águas estancadas, Lete não banha
E para as sujas sombras dos mortos
Somente o repaginado reino de Hades
Num inferno de fogo.
...esquecimento não há!

As algemadas Moiras não me tecem sequer um fio
E nos meus bolsos pobres
Não tilintam moedas para o barqueiro,
Reinam absolutos Momo e Oizus
E nosso único quinhão possível é zombaria e miséria...
...vida não há!

Porquanto, não me leve ainda Tânatos!


(11º trabalho de Hércules: levar as maçãs de ouro do jardim das Hespérides para Euristeu)


De Trairi, Ceará: Wender Montenegro, 31 anos.
Pseudônimo: Manoel Helder

“A história mitológica que mais me fascina é a que trata do mito de Tântalo e seu peculiar castigo. Interessante porque, sob determinado ângulo, esse mito simboliza o desejo incontido, incessante e, por castigo, insaciável, do ser humano. Estamos sempre desejando mais... Omito de Tântalo nos deixa inquietações, dúvidas. Quando tentamos avançar em direção àquilo que desejamos profundamente (nossa sede e fome), e não conseguimos, e vemos o alvo de nosso desejo a um só tempo, próximo e tão distante, nos vem de pronto o questionamento: será que não adianta lutarmos por algo, uma vez que já temos o nosso destino traçado?”

Título: Mítica Cartografia de um Corpo em Naufrágio
“Deuses, não me julgueis como a um deus,
mas sim como a um homem
a quem o mar destruiu.”

[Prece de marinheiros fenícios citada por
Jorge Luís Borges no livro “Sete Noites”]

I

A sua boca repleta de signos,
a carpa em cores sobre os velhos ombros
não evitaram o naufrágio dos olhos:
um semideus apagou a fogueira
sob densa nuvem...


II

Seu corpo é um templo de mitos:
dorme uma hidra à sombra dos cabelos;
na omoplata esquerda um dragão celta;
uma hiena sisuda de henna na nuca
                                                                               [mau Djinn].
Um amuleto Abraxas no pescoço;
segredo milenar no baixo ventre,
só antes tatuado em Amunet:
elipse ao filho que o céu lhe negou...
Nos pés duas harpias vaticinam augúrios;
mira-lhe os seios um Hórus criança;
sob o joelho destro a cruz de Ötzi;
esperma e sangue de Urano
espumam no cóccix:
Afrodite em concha, à beira-morte...


III

Inútil recorrer à Samotrácia; aos ‘mantras’
dos Cabiros: o naufrágio é certo!


Morrer assim, sozinha...
Sem carpideira alguma a lhe tecer um canto,
sem ouro nos alforjes, sem filhos nos seios,
sem bravo argonauta em desvio de rota,
no rastro do ouro das tranças desfeitas...

A vida lhe fugiu [nau no sem-fim...]
Migraram ao seol pensamento e memória,
como os dois corvos dos ombros de Odin.



(12º trabalho: capturar Cérbero e mostrá-lo a Euristeu)

Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Marco Antonio Tozzato, 48 anos.
Pseudônimo: Per-Verso

 “Os gregos sempre usaram seus deuses para explicar todos os seus fenômenos: Naturais ou sentimentais. Para tudo havia uma história: Desde os raios assustadores até o amor inquietante. Muitas dessas alegorias perduraram até hoje, sendo apropriadas pelas modernas teorias psicanalíticas e por inúmeras obras literárias. Esses mitos serviam, de alguma forma, para aquietar, tranquilizar o que era e ainda é considerado desconhecido, inexplicável. Assim, o mundo, os sentimentos tornavam-se mais organizados, menos confusos. Cada mito, cada deus, era responsável por dar sentido a um aspecto da vida. Do nascer do dia à morte. Baco estava relacionado ao sentimento mais incontrolável, anárquico e desenfreado de todos: o desejo carnal. Oficialmente ele era o Deus do vinho, uma bebida ao mesmo tempo requintada e popular. Uma bebida presente em todas as classes sociais, assim como desejo. A embriaguez provocada pela bebida de Baco é semelhante àquela provocada pelo tesão. Não era à toa que as famosas bacanais, festas ligadas a fertilidade e ao sexo, eram regadas a vinho. A biografia do deus das videiras tem tudo a ver com seu reino de insanidade e entrega. Transformado em cinza antes de ter nascido, ele é ‘replantado’ na batata da perna de Júpiter, seu pai e renasce, tal qual a semente que morre e renasce como árvore. Perseguido por Juno, mulher oficial de seu pai, enlouquece. Quando recupera a consciência e torna-se deus da bebida extraída da uva. Parece querer compartilhar a sua loucura com os mortais, mesmo que temporariamente. Baco é o deus mais fascinante porque tem a função de dar sentido àquilo que menos parece ter sentido: o desejo e a loucura, ou a loucura do desejo”.

Título: Baco, now!

        “Que é feito aguardente que não sacia,
         Que é feito estar doente de uma folia”.   
          (Chico Buarque)

É cedo, excedo e bebo: Embebo devagarzinho a boca no vinho
Que venha mais uva na taça, tudo passa, eu me emborracho. Evoé Baco!
Hoje é dia de orgia, sexo puro, ardor; de Atenas a Salvador, Axé, meu Baco!
Caralhos, bucetas e cus enroscam-se sem pudor. Vem cá, meu Bacôo!

Sátiros sacanas, ninfas maníacas seguem o cortejo, ah, o desejo!
Tudo gira fora do eixo, segue sem freio, frenético, anárquico
Sagradamente profanos, faunos felam-se festivamente
Sôfregos esfregam-se, penetram-se devassos e virgens

O deus do rebuceteio diverte-se em perverter aquilo que parece ser
O mundo gira, pura orgia, põe-se de cabeça pra baixo, puro escracho
No elixir da divindade, a verdade. Enquanto durar o efeito, seremos sempre perfeitos!

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Eis os 12 trabalhos hercúleos!

E então, poetas e leitores? O que acharam?

Comentem e votem em seu preferido (a) da rodada! O poeta mais votado receberá 1 ponto bônus!

A ENQUETE ESTÁ NA BARRA CENTRAL LARANJA. ESCOLHA SEU PREFERIDO E VOTE! ELA SERÁ ABERTA ÀS 22 HORAS DE HOJE, SEGUNDA-FEIRA.

A VOTAÇÃO TERMINA NA QUINTA-FEIRA, ÀS 18 HORAS.



ANÚNCIO DA TEMÁTICA DA 3º ETAPA:


A PRÓXIMA ETAPA SERÁ UMA HOMENAGEM A DUAS GRANDES ESCRITORAS BRASILEIRAS:

CECÍLIA MEIRELES
E
CLARICE LISPECTOR

- OS 12 POETAS SERÃO DIVIDIDOS EM DUPLAS.
- CADA DUPLA DEVERÁ ESCREVER UM POEMA SOBRE CECÍLIA MEIRELES E UM POEMA SOBRE CLARICE LISPECTOR.
- A AUTORIA DOS POEMAS DEVERÁ SER DIVIDIDA, O QUE NÃO IMPEDE, CLARO, QUE AMBOS SE AUXILIEM NA ELABORAÇÃO DOS POEMAS.
- AS DUPLAS SERÃO FORMADAS DE ACORDO COM A COLOCAÇÃO DOS POETAS NA PRIMEIRA ETAPA DO CONCURSO, DA SEGUINTE MANEIRA:

1º colocado com 12º colocado
2º colocado com 11º colocado
3º colocado com 10º colocado
4º colocado com 9º colocado
5º colocado com 8º colocado
6º colocado com 7º colocado

Sendo assim, teremos as seguintes duplas para a próxima etapa:

G.D (Geovani Doratiotto) e Per-Verso (Marco Antonio Tozzato)
Lune  e Manoel Helder (Wender Montenegro)
Alice Lobo (Letícia Simões) e João Saramica (Francisco Ferreira)
Anna Lisboa (Ana Lúcia Pires) e Jean Jacques (Thiago Luz)
Gaspar (Henrique César Cabral) e Ocelot (Renan Duarte)
Dersu Uzala (Flávio Machado) e Barolo

- OS E-MAILS E ENDEREÇOS DE FACEBOOK SERÃO INTERMEDIADOS POR NÓS, ORGANIZADORES, E, ASSIM, TODAS AS DUPLAS TERÃO COMO SE MANTER EM COMUNICAÇÃO DURANTE ESTA TAREFA.
- A SOMA TOTAL DE UM INTEGRANTE DA DUPLA SERÁ SOMADA A SOMA TOTAL DO OUTRO INTEGRANTE. FEITO ISSO, SERÁ CALCULADA A PONTUAÇÃO MÉDIA DA DUPLA, DIVIDINDO A SOMA DE AMBOS POR 2.
- DA DUPLA VITORIOSA, SAIRÃO OS DOIS PRIMEIROS COLOCADOS (SERÃO VERIFICADAS AS NOTAS INDIVIDUAIS DE CADA UM); DA DUPLA QUE FICAR EM SEGUNDO LUGAR, SAIRÃO OS 3º E 4º COLOCADOS, E, ASSIM POR DIANTE.
- NÃO HÁ LIMITE DE CARACTERES E LINHAS.
- OS TÍTULOS SÃO OBRIGATÓRIOS, ASSIM COMO O INEDITISMO.
- OS POEMAS DEVEM SER ENVIADOS ATÉ AS 23:59min. DO PRÓXIMO DOMINGO, DIA 08/07, EM ANEXO OU NO CORPO DO E-MAIL.
- CADA INTEGRANTE DA DUPLA DEVERÁ ENVIAR O SEU POEMA, RESPEITANDO O PRAZO ESTABELECIDO.
- A DULPA DEVERÁ DECIDIR QUEM IRÁ ESCREVER SOBRE CECÍLIA MEIRELES E QUEM IRÁ ESCREVER SOBRE CLARICE LISPECTOR.

                                                           Dica:
“O desafio das duplas tem tudo para ser emocionante. As duplas precisam assumir uma cumplicidade para que possam desenvolver seus poemas com qualidade. O par necessita entrar em consenso no momento da escolha de quem irá escrever sobre quem; quem se sentirá mais seguro poetizando sobre Lispector? Quem se garante em Cecília? A dupla precisa discutir esses pontos. No mais, caprichem, pois esta rodada será muito especial, tendo como desfecho uma boa surpresa para todos vocês, poetas. Sorte para as duplas!”

Lohan Lage Pignone.

                                                                   &&&

Para finalizar esta rodada de poemas, teremos como chave de ouro mais um poema do grande campeão Marcelo Asth, jovem de 23 anos que surpreende com seu talento nato. Até quinta-feira!


Título: Dionisíacas

Os tragôidos vão arrombar o mito!
Dite os rombos da estrutura
pro poeta costurar.
E os deuses confirmam o escrito,
arranjando a tessitura
pro ator se mascarar.

O coro vai comer o protagonista...
onde o bode amarrou o poeta?
Dionísio vai sacrificar o artista
embebedado em ritual de festa.

Vida de duplicidade, 
destino ambíguo, hermético:
O Oráculo de Delfos invade
o vitelino umbigo de Édipo.

Tirésias diz que esse finge,
que tudo sabe mas que é cego...
que fez acordo com a Esfinge
pra tornar-se o seu corego.

Debate de duplos na orquestra:
trabalhando seus discursos,
Édipo e Clitemnestra
preparam-se para os Concursos.

Discutem projetos de leis
que têm diferente fonte:
A dos deuses ou a dos reis?
Respondem Antígona e Creonte...

Da dita para a desdita,
no decorrer da trama
do dito pelo não dito,
comenta de forma aflita
o coro que assiste ao drama -
mesmo o que já foi predito.

Tragédias à parte,
comédias à tarde...
Dionísio só faz arte
com aquele que com ele arde.

Prepara-se o corpo corálico
cantando que falo em orgia.
Derrama-se nos cantos fálicos
antes da tetralogia.

(Marcelo Asth)



18 comentários:

Anônimo disse...

Uau!!!!!!!!!!! Isso q eu chamo de poesia!! Concurso bombando!

To torcendo pela Anna Lisboa, G.D, Barolo e Gaspar. Ninguém barra esses caras.

Fui!

Anônimo disse...

Concordo com você! Gostei muito das poesias de Gaspar e Barolo, mas o show vai ficar de novo com Anna Lisboa e G.D.

Gerci Godoy disse...

todos bons, mas fico com Ana Lisboa
Parabéns a todos

Anônimo disse...

Anna Lisboa, nota 1000.

Parabéns

Anônimo disse...

Ola, gente! Muito obrigada! Obrigada Gerci! Que muitos mitos ainda se criem pra vcs.

beijo

Anna Lisboa

Geovani Doratiotto disse...

Obrigado aos anônimos -mitos que gostaram do meu poema.



Geovani Doratiotto.

Anônimo disse...

Tudo bem que votar em si mesmo é permitido, mas tem gente fazendo isso sozinho, sem perceber que ninguém está disputando e fazendo o mesmo. Ainda se fosse o último colocado, vá lá.

Carol Vaz disse...

- "O mito é fome viva em gravidez perpétua" (Gaspar)
- "Passai mercúrio nas chagas da desumanidade" (Anna Lisboa)
- "Além das expectativas morreu um desses meninos-de-rua" (G.D.)

Por favor, me digam quanta fome de poesia há na barriga desses reis? Espero que sejam insaciáveis, porque se tem algo que nunca vai querer parar de alimentá-los é o talento. Uma vez eu disse para alguém que a poesia não recupera as mortes dos homens perdidos e nem dos homens vivos não enterrados. Mas não tenho dúvida nenhuma de que a poesia mantém loucos os que são loucos e tira a sanidade dos que eram sãos, e é isso que faz da arte de poetizar algo que vale muito a pena. A maestria de vocês com as palavras é realente coisa de maluco, cara! Continuem poetizando nessa cadência e vão conquistar uma torcida que vibra a cada nova fase, esperando ansiosa por ler suas idéias.


Um abraço e parabéns!

Anônimo disse...

Carol, já estive no teu blog. Eu estava com pressa, queria dar uma olhada breve e voltar mais tarde, com calma, mas não consegui sair de la rápido rs. Teus pensamentos e poesias emocionam muito...Como se não bastasse, ainda tem aquela trilha musical de arrepiar qq alma perdida/achada. Como não aplaudir tanta fome de vida e poesia.. e vida... e alma... e poesia?
Que teus caminhos sejam brilhantes como teu talento. Muito obrigada...


Anna Lisboa

Anônimo disse...

Gostei muito de alguns versos, todavia, minha torcida vai para Anna Lisboa. Conjunto magnífico da obra. Poucas vezes li uma composição dessa dimensão. Jogo de palavras de fazer inveja. Boa sorte!

Geovani Doratiotto disse...

Ao anonimo das 19:09.


Já que sou o mais votado na enquete, me senti ofendido pelo seu comentário, não estou votando sem parar em mim mesmo, nem se pudesse teria tempo para faze-lo, estou segundo as regras utilizando da enquete para divulgar o blog e o concurso, como nos foi orientado. Porem para sanar qualquer espécie de contradição vou citar o comentário de um amigo, poeta do Recife:


votei. mas antes li todos. e o seu, pra mim era o melhor. muito massa. parabéns.


Não é uma exceção , todas as pessoas que votaram em mim leram os outros poemas, e me desculpe, estou aqui para ter orgasmos múltiplos escrevendo, não estou disputando, se fui até agora o mais votado foi uma coincidência, correspondente ao esforço para divulgar o concurso.


À Carol Vaz.


Me sinto muito honrado toda vez que vejo meu nome citado por alguém, e ter um nome a quem agradecer é fantástico.

Eu agradeço por lembrar desse "poetinha" aqui.


Gracias.

Geovani Doratiotto.

Anônimo disse...

Muito obrigada, anônimo! Esse é um dos prêmios mais importantes: carinho no olhar.


Um grande abraço!


Anna Lisboa

Anônimo disse...

alguém quer um band-aid para continuar votando com o mesmo dedo?

Anônimo disse...

Isso está até engraçado, anônimo das 19:58. O discurso então, nem se fala. Ainda bem que a grande maioria se garante na poesia. Quem será que vai ganhar? A disputa está acirrada!

Anônimo disse...

Acho que alguém deveria largar essa vida de poeta e se candidatar a prefeito... Vai ganhar disparado.

Poetisa com sono. disse...

Trabalhar em dupla, deveria ser escolha dos poetas, fiquei imaginando no concurso do ano passado, o Cervan tendo que escrever junto com a Ivanúcia... Nunca daria certo.
Lohan, acho que você deu um tiro no´pé, mas torço pra que sare rápido, pois o concurso é muito bom e um erro não deve atrapalhá-lo.

Cordialmente

Poetisa com sono.

Augusto disse...

http://www.youtube.com/watch?v=ueYkHOgqVJ4

Lohan Lage Pignone disse...

Cara poetisa com sono,

Desperte!
Este é o II Concurso de Poesia Autores S/A! Este concurso é surpreendente. Uma verdadeira caixinha de surpresas.

Individual, em dupla, em trio, escrita à borboleta... Os poetas finalistas desta edição estão prontos para encarar qualquer desafio. São excelentes.
E inovar nunca é dar um tiro no pé. No máximo, um tiro para o alto; que a bala acerte uma cabeça que aceite alojar o 'novo'.

Quanto a qualidade do poeta ou não, a intenção da coletividade é justamente essa: a interação com o propósito dialógico. Aprendizado mútuo.

Obrigado por acompanhar nosso concurso!

Abraços,

Lohan.