terça-feira, 14 de agosto de 2012

Útima Etapa: ''A Dama do Lotação" e "Despedida"



DURANTE 3 MESES E MEIO ESSES ROSTOS PERMANECERAM DESCONHECIDOS...


DURANTE 3 MESES E MEIO ESSES ROSTOS GANHARAM TRAÇOS POÉTICOS ATRAVÉS DAS LÁGRIMAS DE EMOÇÃO QUE PERCORRERAM SEUS CONTORNOS; ATRAVÉS DAS COVAS DOS SORRISOS QUE DESABROCHARAM QUANDO TUDO PARECIA INVERNO; ATRAVÉS DO FRANZIR PREOCUPADO E ANSIOSO PELO PASSO SEGUINTE.



SUAS POESIAS JÁ FORAM APRESENTADAS DURANTE 3 MESES E MEIO DE COMPETIÇÃO. HOJE, APRESENTAMOS, COM MUITO PRAZER, AS 12 FACES POÉTICAS DO II CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A:






Ana Beatriz Manier (Barolo), 46 anos, Nova Friburgo/RJ.







Ana Lúcia Pires (Anna Lisboa), 42 anos, Vinhedo/SP.






Cinthia Kriemler (Lune), 55 anos, Brasília/DF.







Flávio Machado (Dersu Uzala), 53 anos, Cabo Frio/RJ.






Francisco Ferreira (João Saramica), 44 anos, Betim/MG.





Geovani Doratiotto (G.D), 23 anos, Atibaia/SP.





Henrique César Cabral (Gaspar), 59 anos, São Paulo/SP.





Hernany Tafuri (Nonada F.C.), 30 anos, Juiz de Fora/MG.





Letícia Simões (Alice Lobo), 24 anos, Rio de Janeiro/RJ.





Marco Antônio Tozzato (Per-Verso), 48 anos, Rio de Janeiro/RJ.






Thiago Luz (Jean Jacques), 29 anos, Rio de Janeiro/RJ.





Wender Montenegro (Manoel Helder), 31 anos, Trairi/CE.




QUAL DESSAS FACES SORRIRÁ A VITÓRIA DO

II CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A?


SEJAM BEM-VINDOS À ÚLTIMA ETAPA DO II CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A:



“A DAMA DO LOTAÇÃO”



E



“DESPEDIDA”


CHEGAMOS, ENFIM, AO NOSSO ÚLTIMO ATO...



O Último Ato,

Por Andréa Amaral


Ontem a poeira foi retirada com um pano úmido.
Frascos de hidratante e perfume há muito esquecidos na penteadeira
chegaram ao seu segundo destino.
As contas foram pagas.
O endereço é velho.
A partida é nova.
E o trajeto é revelado
no suspiro de quem ainda não assimilou a separação...
A surpresa da despedida forçada
silencia os sons dos slides das lembranças embaralhadas,
do dia em que a última cortina foi colocada.
O marco do início de uma nova vida,
para um futuro que se agigantava diante de nós.
Agora só resta escolher os sapatos e o batom
para que a viagem não tenha cheiro de morte
ou lágrimas de tristeza.
Por isso a cor tem brilho,
rejeito o cipreste
e os sapatos são os mesmos
daquele baile de comemoração.
Por isso esvazio mais uma gaveta,
fecho mais uma porta,
desligo mais um interruptor
e retiro aquela cortina
para enxergar através da transparência
dos vidros da janela
que o último ato terminou.


(Andréa Amaral é uma das fundadoras do blog Autores S/A. Após a leitura deste belo poema, só temos a agradecer por essa participação mais que especial. Obrigado, Andréa).







 E hoje o que mais teremos nesta postagem é POESIA! Celebremos a poesia, meus caros!

Convidamos alguns poetas da 1º edição do Concurso de Poesia Autores S/A para participarem especialmente com seus poemas nesta Grande Final. É uma honra recebê-los novamente neste palco da poesia, num revival marcante. Então, saudemos aos queridos poetas do I Concurso de Poesia Autores S/A!


REVIVAL I CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A


I



Um poema de: Elias Antunes

De Brasília, esse poeta encantou a todos no I Concurso de Poesia Autores S/A como “Paul Celan”. Sua saída precoce (na segunda etapa das finais – ficou em 15º lugar) surpreendeu a muitos. Nesta edição, Elias Antunes participou como Peter Pan e por pouco não se classificou para as finais novamente.



Título: O rosto na despedida



Não se rompe o silêncio

apenas com palavras

é preciso dizer as coisas,

dizer as pedras,

os tijolos e os muros;

é preciso dizer o lago,

o labirinto, o abrigo das mãos

e o rosto na despedida,

é preciso dizer

os escombros de um homem,

é preciso dizer o pássaro azul

e suas árvores incendiadas,

é preciso dizer as cigarras

domesticadas nos poemas;

é preciso dizer os quintais

no crepúsculo;

é preciso dizer a chuva

dentro do peito,

e os pequenos mamíferos

vivendo nos recônditos da casa:

é preciso dizer a casa e

a memória.



II



Um poema de: Simone Prado

Simone Prado é autora s/a e, no ano passado, chegou às finais do I Concurso de Poesia Autores S/A com o pseudônimo “Bernardo Cabral”. Terminou em 14º lugar. Sua poesia concisa e de grande força imagética encanta a todos os leitores.



Título: Partida


,cama
lençol
cuidadosa saída

antes

íris

um gato -
da janela do quarto
ganha os jardins


roupas
rápidos objetos
recolhidos
descem
escadas


giro das chaves

carro
e o lençol de flores
estampado na memória: ao lado -
ninguém.




III




Um poema de: Dora Oliveira

A mineira Dora Oliveira participou do I Concurso de Poesia Autores S/A com o pseudônimo “Semprepoeta”. Embora tenha terminado na 11º colocação, sua participação foi muito bem sucedida no certame. Sua qualidade é inquestionável.



Título: Cyber Só



Leu a derradeira mensagem de adeus.

A conexão caiu.

Viu-se sozinha

na página não encontrada

e deu-se conta da virtualidade

de sua existência.

Quantos bytes trocados

madrugada adentro...

Amor...! Amor...!

Sussurravam os dedos no teclado.

A webcam trouxera a imagem

e a voz entrecortada.

Os desejos compartilhados

douravam o cinza dos dias.

Os lábios se encontravam

em beijos sôfregos,

estalar de dentes na tela fria.

Terminava no leito

a visualizar paisagens futuras.

A conexão caiu.

Viu-se sozinha na janela

da realidade vazia.

As mensagens que excluiu

definitivamente da memória virtual,

permaneciam impregnadas

na memória afetiva.

Perspectivas ruídas...

Sonhos desconfigurados...

A conexão caiu.

Precisava desfragmentar os sentimentos,

formatar novamente a vida.

Precisava salvar-se.

Salvar-se de sua própria carência.



 IV




Um poema de: Aline Monteiro

Aline Monteiro, do Amapá, classificou-se para as finais através da Repescagem no I Concurso de Poesia Autores S/A e firmou-se como forte candidata ao título. Terminou o concurso em nono lugar. Sua firmeza e sensibilidade poéticas são marcantes.



Título: Despedida



Te digo adeus todos os dias

Mas a maré

Sempre

Me devolve tuas lembranças...


V



Um poema de: Paulo Acacio Ramos

Diretamente de Trofa, Portugal, Paulo Acacio se destacou na edição passada do Concurso de Poesia Autores S/A como o “Paracauam”, tendo conquistado a sétima colocação. O poeta dedica o poema abaixo a alguém... Leiam:



Título: Sobre a Permanência do Fim



Eu nunca me despedi

ou fui embora

ou disse coisas

que se dizem ao partir

disseram-me que seguisse

e foi o que fiz



(simplesmente segui)



com os sentidos

mais aguçados

em busca de emoções

concretas

deixei as solas dos

pés na estrada discreta

levei comigo os trovões

e não vejo mais a chuva

que cai, dispersa...



“Quero fazer deste poema uma homenagem ao melhor poeta

desta 2ª Edição do Concurso de Poesia Autores S/A:

o Francisco Ferreira (Vulgo João Saramica)”



VI


Um poema de: Maria Ivanúcia Lopes

A potiguar que alcançou a terceira colocação no I Concurso de Poesia Autores S/A: esta é Maria Ivanúcia Lopes, que foi “Ivanúcia Lopes” no concurso passado. A doçura presente em sua poesia marcou o concurso do ano passado.



Título: Acalento



Nasce no encontro.

Vive no escuro.

Morre de medo, na despedida.

Ressuscita os sonhos.

Reproduz milagres.

No colo da vida.



VII



Um poema de: Janetty Laís
De Brasília, Janetty participou da 1º edição do Concurso de Poesia Autores S/A como “Anjo”, tendo se classificado para as finais através da Repescagem. Ficou em 10º lugar. Suas polêmicas com o comentarista FNV, nos comentários, também foram fatos marcantes naquela edição.

Título: Fome à Nelson


Como                                      você
também te quero,              te quero e te como.
E se te como é por que te quero. Não te quero porque te como!
Quando como mais quero e querendo assim... Mais como.
Pode rir desta minha estranha forma de te querer.
Pois, a fome que fomento é que infinitamente
queira-me  mais e mais, igual a
hora de minha maior
fome.



VIII




Um poema de: Ricardo Thadeu
O baiano Ricardo Thadeu foi, na edição passada do concurso de poesia Autores S/A, o famoso “J.J Wright”. Destacou-se no início das finais como o grande favorito, sendo desbancado, então, na metade do certame pelo poeta O Velho no Campo Platônico. Terminou em sexto lugar. Nesta edição, o poeta concorreu com a alcunha “Esteves Sem Metafísica” e por muito pouco não chegou às finais novamente.

Título: Defunto à Paisana
apanhado de súbito pela traição
subtrai de si mesmo a vida



IX


Um poema de: Thiago Cervan
De Atibaia, São Paulo, o poeta Thiago Cervan é conterrâneo do poeta Geovani Doratiotto, o G.D, desta edição. Cervan participou da 1º edição do concurso como “Cervan” e conquistou o quinto lugar, com muito êxito. Suas leminskices são inesquecíveis.

Título: rachada

o sub-ser submete
(com sua fraca força brutal)
outro ser
a sua exclusiva vontade
[escrotal]
ao fim do rito precoce, doído
(repetido 15 mil vezes por ano no brasil)
o ser submetido à atrocidade fechada da privacidade
é obrigado a carregar
todas as pedras atiradas
pelos perseguidores de geni
que no silêncio de seus olhares pudicos
dilaceram
órgãos púbicos


X


Um poema de: Marcelo Asth
O poeta Marcelo Asth foi o grande vencedor do I Concurso de Poesia Autores S/A, após passar por nove etapas de pura adrenalina poética. Seu pseudônimo foi “Léon Bloba”. Nesta segunda edição, Marcelo foi um dos jurados convidados na etapa “Mitologia”.

Título: A Dama do Lotação

Cena 1

A mulher esconde a libido
Sob o vestido
Bem comportado.
O fogo que queima
Por dentro
Vai lhe ardendo
O desejo de brasa –
A mulher sai de casa
Quando tudo está pronto

(Ela está no ponto
E espera que pare pra ela
A condução que vem ao seu encontro).


Cena 2

A cada viagem
Vagueia olhares
Cruzando ruas,
Cruzando pernas.
A mulher, entre homens,
Colada nos corpos, viaja no aperto.
Não há rumo certo,
Nem longe, nem perto.
Somente desfruta
O roçar dos quadris –
Que no balanço das curvas
Todo homem é feliz.


Cena 3

Quantos dão num lotação?
Quantos cabem numa cama?
As respostas dizem aqueles
Que acompanham essa dama.

Têm parada obrigatória
Depois que dão o sinal.
Mudanças na trajetória
Levam sempre ao ponto final.

"FECHAM-SE AS CORTINAS"


APLAUSOS.


OBRIGADO, POETAS DA 1º EDIÇÃO DO CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A,

POR PROPORCIONAREM, MAIS UMA VEZ, UM ESPETÁCULO POÉTICO.


AGORA, VAMOS A ELES: OS 12 FINALISTAS DESTA EDIÇÃO!



COMO VOCÊS SABEM, O CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A É UMA CAIXINHA DE SURPRESA: NESTA FINAL NÃO PODERIA SER DIFERENTE.
O MODO DE AVALIAÇÃO DOS JURADOS, NESTA ETAPA, SERÁ DIFERENTE DO QUE FOI EM RELAÇÃO A TODAS AS ETAPAS ANTERIORES. CADA JURADO, TANTO OS OFICIAIS, QUANTO OS CONVIDADOS, ELABORARÁ UM RANKING PESSOAL DE ACORDO COM SUA PREFERÊNCIA. EM CADA UM DOS RANKINGS SERÃO CONTABILIZADOS OS PONTOS ESTIPULADOS DA TABELA (1º - 12 pts. / 2º - 11 pts., etc.) OU SEJA, MEUS CAROS: TEREMOS UM NOVO CONCURSO NESTA GRANDE FINAL. TUDO PODE ACONTECER!

NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA, ESTAREMOS INICIANDO A DIVULGAÇÃO DOS RANKINGS, COM PARCIAIS GERAIS DO RANKING OFICIAL. OS RESULTADOS SE ESTENDERÃO ATÉ SEXTA-FEIRA, QUE CULMINARÁ NO ANÚNCIO DO GRANDE POETA CAMPEÃO. AGUENTEM FIRME!

NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA ESTAREMOS ANUNCIANDO TAMBÉM AS INDICAÇÕES DA “PREMIAÇÃO-EXTRA” DO II CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A. AS CATEGORIAS SÃO: MELHOR POEMA, MELHOR TÍTULO, MELHOR CRIATIVIDADE, MELHOR INTERTEXTUALIDADE, MELHOR VERSO, MELHOR ESTROFE, MELHOR ARREMATE FINAL.
NA SEXTA-FEIRA TAMBÉM SERÃO ANUNCIADOS OS VENCEDORES, EM CADA CATEGORIA.

NA QUINTA-FEIRA TEREMOS, AINDA, A DIVULGAÇÃO DA ENTREVISTA REALIZADA COM CADA UM DOS POETAS DESTA SEGUNDA EDIÇÃO. NÃO PERCAM!


BÔNUS DO LEITOR


VOTE EM SEU POETA PREFERIDO PELOS COMENTÁRIOS DESTE POST! O POETA MAIS VOTADO RECEBERÁ 1 PONTO BONUS NESTA GRANDE FINAL. LEMBRANDO QUE SERÃO SOMADOS OS VOTOS CONCEDIDOS A AMBOS OS POEMAS DE CADA POETA, UMA VEZ QUE NESTA ETAPA CADA POETA ELABOROU DOIS POEMAS.

ATENÇÃO: VOTOS VÁLIDOS APENAS COM A CONTA DO GOOGLE.

VOTAÇÃO IRÁ ATÉ AS 15:00 HORAS DESTA QUINTA-FEIRA.

PONTO-PRESENTE

POETAS: ENVIEM VOSSOS PONTOS-PRESENTES E JUSTIFICATIVAS (NESTE CASO, DOIS DE CADA – UM PARA CADA DESAFIO DESTA ETAPA) PARA O E-MAIL DO CONCURSO ATÉ QUARTA-FEIRA, DIA 15/08.

PREMIAÇÃO DA ETAPA:


O POETA QUE VENCER MAIS RANKINGS (NO TOTAL) DESTA ETAPA, RECEBERÁ DE PRESENTE O LIVRO:

“POESIA É ISSO”, DE LOHAN LAGE PIGNONE.



(Capa de "Poesia é Isso")



Para essa etapa, os poetas tiveram que escrever um poema inspirado no conto “A Dama do Lotação”, de Nelson Rodrigues, além de um poema cuja temática estabelecida era “Despedida”. Abaixo, seguem as duas rodadas de poemas para vocês desfrutarem a vontade. Aproveitem, pois é a Final! Talvez seja a última vez que estamos apreciando este grupo, esses 12 poetas, reunidos neste espaço. Boa leitura a todos!



POEMA INSPIRADO NO CONTO "A DAMA DO LOTAÇÃO", DE NELSON RODRIGUES




(Nelson Rodrigues)



De Juiz de Fora, Minas Gerais: Hernany Fafuri
Pseudônimo: Nonada F.C.
Título: Anjo

anjo que corrompe
instiga sofre range nu de asas
consome corpos sob o fogo
do olhar.

anjo intenso vitima de si
seus embalos escolhas
impostas justapostas
sem asas ao léu.

anjo torto
morto
sem céu.

&



Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Marco Antônio Tozzato
Pseudônimo: Per-Verso
Título: Do Lugar do Desejo

De indecente inocência era a Dama
Entregava-se desmedida no coletivo
Democrática, levava a classe operária ao paraíso
Burguesa perversa em prosa e bondosa no verso

Não há moral para a mulher perfeitamente amoral
O pecado perfeito vem sem culpas
O desejo não queima e tem o seu lugar de direito
As taras nunca mais voltarão a se ocultar em armários
Desfilarão despudoradas em praças, ruas e lotações.


&


De Cabo Frio, Rio de Janeiro: Flávio Machado
Pseudônimo: Dersu Uzala
Título: te perdoo por me traíres

peço perdão

por todos os erros
pelos gestos opressores
por todas as mentiras e verdades compradas

pelo dia cinzento
pela chuva intensa
no calor rachando o peito

pelo zelo exagerado
pelos incontidos atos obscuros
o amor que não soube entender

pela ruína da casa
pela crucificação dos salvadores
o toque frio profundo

pela música que não cantei
pela arrogância das certezas
na manhã escondida dentro do espelho

não me perdoes
não me recolhas em teus braços estirados pela compaixão
dos versos arrancados da alma em conflito.

 &


Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Thiago Luz
Pseudônimo: Jean Jacques
Título: A Dama do Lotação

Estou nua:
Olhos, cabelos, tudo à mostra!
Meu rosto despido, despudorado,
Em posse de um sorriso imaculado,
Pose virginal em relicário,
Convida teu corpo
À próxima parada:
Desça e me sinta!
Suba no balé dos meus quadris
E me beba
Como o vinho das tardes
Até as pernas ficarem bambas.

E saciada de pólen,
Regresso ao colo do lar,
Sem me negar o meu ser:
Sou dama, sou puta,
Sou mulher.

&
De Nova Friburgo, Rio de Janeiro: Ana Beatriz Manier
Pseudônimo: Barolo
Título: É assim, amor

Dou o que é meu
e dou pra quem quero
e o que quero de volta
é o que têm pra me dar.

Meu corpo é quente
é moeda de troca
finjo querê-los
fingem me amar.

Nessa troca sem troco
não há traição
só um mero tratado
de nossa união.


&
De Betim, Minas Gerais: Francisco Ferreira
Pseudônimo: João Saramica

Título: La Belle de Jour



O Momento



As tardes quentes

de temperamento sanguíneo,

em especial, as mais azuis,

são veículos próprios para traição.



A Dama



Sem Camélias ou pejos

que lhe denunciem os rastros

dá-se ao dar-se vazio de remorsos.



O Outro



O espírito empalado

último espólio de batalhas perdidas

deixa-o como alimento

para os lobos

que lhes espreitam fraquezas.



Está morto!



&
De Trairi, Ceará: Wender Montenegro
Pseudônimo: Manoel Helder
Título: Frágil


“Todo pranto, todo manto
Está cheio de inferno e céu”
[Caetano Veloso]


Macieira em sangue
germinou no bonde.
O corpo,
essa ilha
cercada de toques;
desejo ancorado
em profusão de carne.
A(r)ma
contra o peito,
     leito
derramado.
Rosário e velório
de vivo (amor
                 morto).
Frágil
- coração SOS -
cuidado!


&
De Atibaia, São Paulo: Geovani Doratiotto
Pseudônimo: G.D
Título: A Palavra no Lotação.

                               Só os profetas enxergam o óbvio [...]”
                                           (Nelson Rodrigues)

Caminhei  
com passos eróticos(compassos eólicos)  até o vagão do metrô, 
          São Paulo-Estação- Sé- Nelson Rodrigues entrou, 
sentou ao lado de Zé Celso,  
passou a viagem calado, 
                                               aliterado.  
Confessei:  
- A palavra tem me traído.

I-SUSPEITA. 

O guardanapo durante o
jantar jazia em baixo
da mesa.
            Observei o pé da letra,
cedilhas entrelaçavam-se.

II-CERTEZA.

Coloquei
            A exclamação em cima da escrivaninha.
Interrogação: Quem é o sujeito dessa oração?
            A palavra cínica me abraçou apertado.
Disse:
            - São sujeitos- oculto e indeterminado.

III-A POESIA MARGINAL.

Tenho deitado
     Com poetas de esquina, confessou.
Me encontrei objetiva no Sarau do boteco,
            Tem me satisfeito o pouco vocábulo.
                                                                                        
IV-O DEFUNTO.

Eu poeta traído,
            continuarei deitado, sobre os colchetes.
A palavra goza com
outros,
E aqui jaz um dicionário morto.

&
Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Letícia Simões
Pseudônimo: Alice Lobo
Título: solange, objetiva e casta


de onde venho, meu velho, para onde vou?
nenhum traço de comoção dramatiza a minha voz

estou calmo
lúcido
fumando

ninguém me chama, ninguém me espera, ninguém me denuncia

eu a possuía em minhas mãos:
em meus olhos ávidos eu a amava
(suave e ternamente)

como é possível que certos sentimentos não exalem mau cheiro?

naquela figura fina e frágil
a angústia se antecipou à razão

no azul do uniforme uma pequena fatalidade
nos vestígios dos que passaram
a raiva infinita dos braços:
lutam inúteis

(eram tantos!)

daí eu ter caminhado do amor para longe.
para morrer
sabendo-me vivo
para rastejar sem horizonte à vista.

&




De Vinhedo, São Paulo: Ana Lúcia Pires

Pseudônimo: Anna Lisboa

Título: Viúvo é quem morre, traído é quem ama



“Tudo passa
                                menos                  >Nelson Rodrigues
A adúltera”



Prefiro que morras corpo inteiro ereto

Enquanto me sorvem corpo amolecido

Prefiro meu leite ao teu lado azedo

Enquanto amamento outro amor parido



Prefiro que arranhes teu caixão de dores

Enquanto defloram meu caixão florido

Melhor é que saibas antes que te enganes

Que sou tua esposa de qualquer marido



E se não te troco por meus tais amores

Prefiro que troques de morrer comigo

Mas nunca te enganes quanto aos meus pudores

Tu vendes a alma, eu pago o castigo



 Prefiro que partas pelos próprios meios

Diante do padre que ao benzer meus seios

Fará penitência pelo teu gemido



Agora, meu filho traído

Tua dama sem nome pega o lotação

A santa se entrega ao desejo pagão

Mas traio e volto com o terço na mão.



Assim seguiu

Agarrada ao rosário e ao órgão do defunto

E foram felizes por todo o joio

Até que a vida os transforme em trigo

&






De São Paulo, São Paulo: Henrique César

Pseudônimo: Gaspar

Título: A Morte fecha os olhos



“_ Pela última vez: morri. Estou Morto.”

(Nelson Rodrigues. A Dama do Lotação)



a morte fecha os olhos

à dimensão histérica

do sofrimento



se fecha

aos rigores do acerto

depois da dor desentupidos

escapando pelo umbigo

como água descendo pelo ralo



= = =



divertida – fecha os olhos



morto para o mundo

corre a morrer

a morte em vida



se estende

em protesto ao movimento

batendo longe na avenida



adota a morte

aperta o colarinho a gravata o paletó

contra um coração mobilizado



cada passo esmaga um sonho

rompe o padrão

do tempo – programado



==



fecha os olhos

sorri ao se lembrar

da concha da mão fina

carregada em sedução



em movimento

a alma no espeto

ardida em ar imaculado



leva na bolsa

o mais íntimo sabor

em passeio imponderado



é outro pé a se mover

os neurônios se abrem como putas

no embalo viário



toda a dor se fecha

a mão em pele viva sofre a despedida

conta a conta do rosário



=



do outro lado

da pálpebra caída

sorri e quase escapa

da ponta da língua

que é sangrando

que as células mortas

vão se renovando


&




De Brasília, Distrito Federal: Cinthia Kriemler

Pseudônimo: Lune

Título: Simples



apenas um corpo roliço

que (satis)faz

sem remorso

o rito da própria posse

corpo de meia-idade, de cast(a)idade

que nega a pele ao sol

para entregá-la ao garrote

dos dedos apressados

que conduz as ancas

do trote ao galope

e resfolega em gargalhadas

o gozo branco que sacia

incontrolado

tardes famintas

não trai nem vinga

a vaga (bunda)que oferece

calor e pressa

é carne

que se lava em fluidos

sem nenhuma culpa

que não tem cabresto

antolhos, freios

apenas um corpo

deus de si mesmo



POEMAS COM A TEMÁTICA: DESPEDIDA








 De Juiz de Fora, Minas Gerais: Hernany Tafuri

Pseudônimo: Nonada F.C.

Título: Céu de gesso



Uma flor enferrujada

sobre meu peito: a tenho

como desenho perpétuo.



Ao que mais se crie ou

se conteste: um frio céu azul

de gesso me chora estrelas

fresquinhas no sofá da sala.



Enquanto se avoluma a solidão,

este nada constante

que por aqui passeia,

despe-se o silêncio

pela gênese do grito:

o pensamento!



E é assim que as horas

passam, girando no relógio

etéreo de minha vida:

canto sempre ao tempo

o que seja insólito,

sem que surja em mim

o vício da despedida.



&



De Brasília, Distrito Federal: Cinthia Kriemler 

Pseudônimo: Lune

Título: Quando se vai



Escuta este grito

é meu

grito de besta impotente

que ainda faz sangue vivo

embaixo das crostas

é meu

este flagelo que mil porres não aplacam

e o sofrimento-capataz

que se entranha nas vísceras

e comanda a casa

escuta o meu berro, o meu urro

que não sou surdina

ou elegância imbecil

eu bato o portão

fazendo muito alarde

porque sou rangido, atrito

nesta dor de corte

porque não há silêncio

no que mutila a alma

partir é mais que se afastar das grades

é cedo, é desterro

é inferno com deus, céu do diabo

dia sem som, sem tom

straight flush incompleto

em noite de mão de mando

vontade de esconder

embaixo do lençol

a vida amarfanhada

o gesto, o afeto, o ar que falta

mas nada adianta

(o grito, o berro, o urro)

que quando se vai

já se foi





&



 De Vinhedo, São Paulo: Ana Lúcia Pires

Pseudônimo: Anna Lisboa

Título: Teu



Desejei que morresses

Eu e o próximo de mim

Quem me dera até do avesso

Desejei que voltasses

Ao encontro do meu colo

Sem saber que era o teu que se perdia



Beijei teu rosto com carinho aflito

Como se fossemos a última vez

E fomos

Mais íntimos de qualquer coisa que não tenha sido dois



Agora é tarde
Quase demais



Morri eu

Sem suspiro de despedida

Ejaculando nas coxas

O que a saudade me tomou,



 meu amor

                           meu amor

                                                 meu AmorR         




&


 De Cabo Frio, Rio de Janeiro: Flávio Machado

Pseudônimo: Dersu Uzala

Título: instituto médico legal


o jantar estava posto e a mesa enfeitada
em silêncio invadiu o quarto
com a pressa dos desesperados
arrumou algumas poucas peças na mala

partiu sem deixar um bilhete
como fazem os suicidas
nem pistas
como fazem os assassinos

deixou um vazio
o poema por ser escrito
uma canção de despedida

cortou à navalha o fio de vida que restava.



&


 De Betim, Minas Gerais: Francisco Ferreira

Pseudônimo: João Saramica

Título: Terra Virtual



Quando a Tapera escorreu

das frestas de meu bornal

e nada mais restou na última curva,

bananeiras tolas acenaram-me

e, sem saudades, vim-me embora.



Não foram adeuses

que as laranjeiras daquela época e quintais

não sabiam sentimentos.

Cumpriam seus papéis apenas

em oferendas sabotadas

por sanhaços, muito mais sabidos

do que as laranjas.



Hoje, que minha atiradeira

não reconhece torcais

e os mamoeiros aprenderam

o sabor de amar(elar), é tédio agora.

Meu picuá já tão cheio!



A terra mater despenca

de cachoeiras e paredes virtuais

em close, sobre meu peito seco

e um banzo de gemidos de porteiras

chama-me: volta, volta, volta...




&



 De Trairi, Ceará: Wender Montenegro

Pseudônimo: Manoel Helder

Título: Metapoema com adeus e voo



“A vocês, eu deixo o sono.

O sonho, não!

Este eu mesmo carrego!”

[Paulo Leminski]



(Aos amigos Poetas; ao Júri; aos Autores S/A)





Poema é candeia que dilata sombras

quanto mais se nos revela a luz;

poema é rumor de como se amanhece

transido de pássaro.

O poema é asa dentro do barulho

que precede o voo.

E tecemos asas, e colhemos chamas

sempre que a beleza dissipou-se em sombras

(Quanto vale a ave com raiz no ar?

O que vale um pássaro?

O que o faz migrar,

sangrar, singrar os males

mesmo à revelia de frias monções?)

Espalhamos juntos

no voo dos poemas os pólens possíveis,

sorvemos no verbo o receio das horas

e entornamos travos de taças amargas

de pássaros bons

(– Recosta ao poema o peso de seus olhos:

sua arte em sombra, sua haste-espinho!)

aves que se alternam no vértice-podium

desse voo-caminho.

O poema é pássaro e rumor e chama

e é desfeito o V de nossa arribação:

vamos de mãos dadas, não nos afastemos...




&


De Atibaia, São Paulo: Geovani Doratiotto 

Pseudônimo: G.D

Título: O Parto de Maiakovski.



Tenho Partido. 
                           [Quando sai deixei a porta entreaberta,  
paralelepípedo concreto   extraído do poema em linha reta, parto. ] 
   Me sinto demasiado pessoa,  destarte isto, 
                        sou  exímio ouvinte de flauta- vértebra. 
O panfleto sincero , preto no branco:

“El compañero  Maiakovski. 
Por los servicios prestados en las juntas  revolucionarias artísticas.” 
Sou composto por moléculas “ sub-poéticas”. 

   Eu sou muitos. Nós na Rua 
não desatam. 

Aos que leram meus versos 
  com o laço amarelado do avesso no pescoço, 
[deixo  escrito desde o início meu epitáfio: 
Fui ao mundo, um vivo defunto.] 
                                                             Parto.



&



 Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Thiago Luz

Pseudônimo: Jean Jacques

Título: É o fim!



"O sonho acabou" (John Lennon)



Cerram as cortinas:

Olhos adormecidos da plateia.

As letras correm na tela,

Créditos pós-final, post mortem: epitáfios.

Herança de nomes para a escuridão

Da sala vazia... É o fim da sessão!



A Luz cospe a realidade:

Artistas vomitaram arte

E agora se limpam nos camarins;

Enquanto outros, uns poucos,

Em verborréia estomacal,

Descansam nos tronos da "verdade"...

Que verdade?

Foi tudo ficção, a ótica da ilusão,

Heróis de roteiros, de mentira,

Vaga-lumes disfarçados de estrelas.



Cerram as cortinas: é o fim!

Desse nosso espectro circense,

Desses nossos narizes vermelhos,

Dessas nossas bundas surradas,

Desses nossos versos...

Que seriam de despedida

Mas foram despedidos:

Justa causa! Adeus:

Eu me demito dos contos de fadas!


&



 Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Letícia Simões

Pseudônimo: Alice Lobo

Título: com o oceano inteiro a navegar



a ponto de partir

escuto nossos olhares sorrindo

à distância



o azul ainda arde

na pele do mais recente

náufrago



me despeço como quem afia as garras



(estou ameaçada e repetida)



mas não se preocupe:

                             sobreviveremos

eu você e todas as coisas



um dia iremos nos

encontrar

já sem a ânsia de controlar

as palavras



sorriremos

das cidades que construímos e

enterramos na velocidade do

azul profundo



depois mergulharemos

(cada um com seu próprio tanque

de oxigênio)

diremos:

um dois três



desapareceremos junto às ondas



às memórias de alto

mar




&



 Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: Marco Antônio Tozzato

Pseudônimo: Per-Verso

Título: Adeuses Algozes



O bom deveria ficar soando para sempre

Temo o silêncio que vem depois dos adeuses

E as costas se afastando sem palavras e sem rostos,

Pois a ida parecerá infinita e talvez será.



Conjugo o verbo saudade e saúdo as chegadas

O antídoto da despedida é o abraço apertado

O gosto da partida é amargo como o nada que fica

Não faz sentido o ponto final, nem as mãos acenando

Mas o mundo é feito de inconstâncias e átomos

Partimos em partículas todos os segundos

Nos desfazemos em histórias mal contadas

As memórias borboleteiam sem pousar no sólido



&



 De São Paulo, São Paulo: Henrique César

Pseudônimo: Gaspar

Título: A Morte não fecha os olhos



em um rosto se inaugura o universo

se aprende o riso

e o rastro onde se empina

- em voo preso – a despedida



==



a morte não fecha os olhos

é minha tia

com a mão em concha

e olhos brilhantes



presente a chave

da porta inexplorada

ouve a oração

que em silêncio se transmuta



sem brilho – a queda

à soberana espuma

da eternidade – essa fagulha

acesa pelo corpo desbotado



inertes

escorrem vivos

a lágrima na boca

lambendo o frêmito do sopro



aberto

toda a ausência exposta

a luz acesa ronda

em cada olhar



na morte os olhos

sem dimensão – o infinito

na concha da mão

da minha tia



==



na despedida

a palavra em pedra

ensina sobre a fuga

e suas raízes escuras



terra sobre terra

os dedos se apertando

no fundo

em vigília



& 


De Nova Friburgo, Rio de Janeiro: Ana Beatriz Manier

Pseudônimo: Barolo

Título: Diálogo último



Quer-se presente

em bens que não morrem.

Na poltrona do avô

na mesa da mãe

nos livros do pai

que mal conheceu.



Abraça as cortinas

chora na cama

alisa os lençóis

que nem sabe

quem deu.



Quanto a quem fica

sequer lhe interessa

não amam o que preza

desprezo sem dó.



Que vida foi essa

que jamais nos uniu?

Que te leva tão velho

tão cru, tão triste, tão só?



&



E ENTÃO, POETAS E LEITORES? O QUE ACHARAM?


ESTA FOI A ÚLTIMA ETAPA DO II CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A.


ATÉ OS RESULTADOS FINAIS, CARÍSSIMOS!

QUEM VENCERÁ?


AUTORES S/A




23 comentários:

Francisco Ferreira disse...

Aos organizadores do concurso, minha admiração pelo respeito com que nos distinguiram;

aos bravos concorrentes, onze poetas de rara inspiração e apurada técnica que brindaram aos amantes da poesia com poemas maravilhosos, meus respeitos e reverências;

ao jurados oficiais e eventuais, obrigado pelos toques;

ao Dante Pincelli e Paulo Acácio (dois queridos amigos) pela torcida, minha gratidão e amizade;

e, por fim, ao Paulo Acácio, pelo poema dedicado a mim, minhas lágrimas de emoção.

Que fique em segundo lugar, aquele(a) que mais merecer, já que a grande campeã já é conhecida: a POESIA!

Abraços,

Chico de Longe, Um Saramica

Cinthia Kriemler disse...

Francisco, como onze?! DOZE, meu amigo! Nem pense em fugir deste grupo! Aqui, entrou não sai mais! Obrigada pelas gentilezas, mas, acima de tudo, pela companhia alegre e amiga nesta caminhada conjunta de três meses e meio! Você é um grande cara, desses em que a grandeza mora dentro!

Bj

Cinthia/Lune

Jacillane disse...

Boa tarde!

Parabéns aos organizadores do concurso Autores S/A pelo lindo trabalho ao longo desses 3 meses e meio! Aos poetas envolvidos, parabéns também: vcs foram ótimos!

O concurso está chegando ao fim e mais uma vez o poeta Wender Montenegro mostrou, com esses dois poemas de inegável beleza e valor, pq merece ser o vencedor deste concurso.
Durante todo esse tempo o poeta se manteve fiel aos seus estilos (sim, estilos; acompanho o trabalho do Wender e sei o quanto ele é amplo, vasto, em sua maneira de criar seus poemas, transitando com facilidade pelos diversos elementos poéticos, imagéticos, seja ao criar versos livres ou mesmo nas criações que exigem ritmo e métrica mais acentuados, e até, pq não, ao fazer uso de rimas, como mostrou bem no soneto dedicado a Vinícius.
Se não está agora no topo da tabela, isso se deve a fatores outros (não sei explicar ao certo) que não a queda em seu nível de criação! Wender é muito constante e consciente do que põe no papel, daquilo que quer dizer em seus poemas, sempre com muita inventividade, imaginação, emoção, concisão vocabular, uso de figuras de linguagem, etc. Em suma, é um poeta que leva a poesia muito a sério; daqueles de quem dizemos que VEIO PRA FICAR!

Sem mais, os meus dois votos vão, está claro, para Manoel Helder (Wender Montenegro) e seus METAPOEMA COM ADEUS E VOO & FRÁGIL.

Beijos,
Jacillane

Lara Amaral disse...

Voto em Wender Montenegro.

Dante O velho disse...

Nesta final, vou mudar o meu voto, ao invés de votar no Francisco Ferreira, vou votar no João Saramica, este sim, merece a vitória.

Parabéns Lohan, Simone e demais envolvidos nesse projeto ultradificultoso, acreditem, eu sei.

Muitos poetas merecem a vitória, aliás, acho que quase todos, portanto, já estou feliz por ter podido lê-los, um por um, um por todos...

Anna Lisboa, grata surpresa bem vinda.

Wender veio só confirmar o que eu já sabia: O que é bom, já nasce feito.

Pra termina, quero deixar um CONVITE aos poetas e aos leitores:
Participem do II Festival Beto Miranda de Poesias.
É um festival livre, ou seja, quem participa de uma rodada, não precisa, necessariamente, participar de outras. Para participar, basta me contactar pelo Fcebook:

Dante Pincelli O Velho.

O festival ser´no blog:

http://dantepincelli.blogspot.com.br/

Ana Beatriz Manier disse...

Vou comentar uma foto em vez de uma poesia. Adorei a foto de Letícia Simões. Alegria pura!

Anna Lisboa disse...

Dante, depois de ter visto aquela tua poesia no youtube, ajoelhei com muito orgulho.Assim permaneco.

J. César disse...

Parabéns Autores S/A!

Voto em Thiago Luz, principalmente pelo poema de despeirda.

Patricia Tavares disse...

Thiago Luz, não peça demissão. Voto em vc nessa etapa.

Que coisa linda esse concurso.Poetas maravilhosos, valorosos, merecedores de ganhar. Cada um dos doze merece um trofeu!

Ei, organização, que tal brindar cada um dos doze poetas com um trofeu, ou uma placa, sei lá. Materializar essa final para além da memória e da internet: um trofeu, isso, eles merecem! Bjssss

Patricia Tavares disse...

Thiago Luz, não peça demissão. Voto em vc nessa etapa.

Que coisa linda esse concurso.Poetas maravilhosos, valorosos, merecedores de ganhar. Cada um dos doze merece um trofeu!

Ei, organização, que tal brindar cada um dos doze poetas com um trofeu, ou uma placa, sei lá. Materializar essa final para além da memória e da internet: um trofeu, isso, eles merecem! Bjssss

Fernando disse...

Voto em Jean Jacques (Thiago Luz). Gostei bastante do Gaspar, da Ana, da Alice, do GD, mas só posso votar em um.

Anna Lisboa disse...

OOO pessoal, cade todo mundo?! Ah, comenta ai, gente! Comenta, vota, poxa! Ja se despediram da gente?! Sao os ultimos votos e os ultimos comentarios!Estamos tooodos aqui ainda rs ;)

Cinthia Kriemler disse...

kkkkkkkkkkk Anna Lisboa divertida! Também achei estranho... Acho que a grande concentração é mesmo às quintas-feiras, quanto o Wender e você deixam o Lohan doidinho contando votos!

Anna Lisboa disse...

aeeeeee, minha querida Cinthia do sky apareceu!! Que bom rsrs ! Ah eu pensei que o querido publico ia se animar mais cedo, mas se nao acontece, a gente vem aqui animar todooo mundo rs! Beijao, minha querida!! Tamu aqui, gentee!!

asth disse...

Ah!!! Mais um concurso acabando! Mas cheio de brilho, sem apagar nada... tudo vai ecoar ainda por muito tempo. As relações ficam, permanecem!

Parabéns à poesia, parabéns aos poetas! Parabéns aos grandes organizadores desse movimento de encontro poético que é o Autores S/A! Valeu, Lohan!

Todos os poetas finalistas, todos os que vieram até aqui, têm marca, estilo, presença. Fico feliz por ter conhecido mais alguns desses poetas, ter pelo menos tido algum contato na rede. Anna Lisboa, como Dante disse lá em cima, é grata surpresa, poética de cena!

Etapa muito bonita, despreocupada. Adorei a produção poética.

Aqui, tendo que escolher dois, votaria em Wender para A Dama do Lotação e Francisco Ferreira para o de despedida. Muitos outros me surpreenderam, mas ficaria com estes.

Parabéns!

Agora, como o Dante deu a dica, vamos participar do Festival do Língu'Afiada! O II Festival Beto Miranda de Poesias

Para participar, basta contactar o Dante Pincelli O velho pelo Fcebook
http://dantepincelli.blogspot.com.br


É uma boa oportunidade para continuarmos nesse exercício bom da troca, sem a tensão das notas!

Thiago Luz disse...

Como escrevi no meu último verso: eu me demito dos contos de fadas! Adeus!

Nãããooo, brincadeira... Obrigado a quem votou, a quem comentou, leu, pensou etc. Esse concurso foi fantástico. Lohan e Autores S/A, parabéns!

Aos poetas e jurados, foi magnífico compartilhar esses versos com vcs. Embora só três saiam com trofeus (Lohan, olha a ideia da Patrícia no comentário... rsrsrs), saímos todos vencedores porque, de certa forma, saímos todos maiores.

Bjs, abrçs e poesia pra todo mundo!

Vívian disse...

Meu voto vai Wender Montenegro com os poemas "Frágil" e "Metapoema com adeus e voo". Venho acompanhando o desempenho do poeta e me surpreendo a cada rodada. Parabéns, Wender!

Angelica Cabral disse...

Voto nos dois poemas de Anna Lisboa... lindos, profundos e criativos como sempre!!!

Quero parabenizar os poetas Anna Lisboa, Jean Jacques e GD, pelos poemas inspirados no conto de Nelson Rodrigues, bem como Anna Lisboa e Lune pelo poema da Despedida.

Alberto disse...

Meu voto: Thiago Luz.

GD e Anna Lisboa também foram muito bem.

Felipe Neto Viana disse...

Boa tarde,

Serei curto (e não grosso):

Tanto quanto os poetas eu anseio pelo nome do vencedor. Após ter lido cada poema mantenho minha palavra (o que tenho dito desde o começo): o caneco ficará entre os poetas Anna Lisboa e G.D.

Isso não significa que desaprovei o desempenho dos outros poetas. Foram duas etapas brilhantes, eu posso afirmar com toda minha propriedade crítica. Lune, Gaspar, Alice Lobo e Manoel Helder permanecem na disputa embora eu perceba que o caldo do poeta Manoel Helder tenha desandado um bocado nessas últimas etapas.

O poema mais original do certame é o ''Palavra na Lotação'' de G.D e por isso meu voto é dele, com louvor. Dersu Uzala desfilou preciosidades também nas duas temáticas e como disse na última leva: reagiu tarde demais. Na temática 'Despedida' o meu voto vai para Dersu Uzala também com satisfação.

Anna Lisboa ousou em não ter se apropriado de seu estilo corriqueiro e como em todo risco, isso pode ou não prejudicá-la na reta final. Mas todo o risco é bem-vindo.

Nonada F.C. me causou espanto com dois poemas antológicos e por um momento pensei estar louco ao repará-lo numa posição tão lastimável no ranking.

Barolo também muito me agradou com seus dois trabalhos. Senti o sangue pulsar, pude sentir vida na poesia desse poeta depois de levas mortificadas. Já Jean Jacques se manteve regular, morno. O mesmo digo para Per-Verso - sem surpresas.

João Saramica se despediu com glória no seu poema 'Terra Virtual'. Há muita verdade ali.

Gaspar não quis mexer no time que está ganhando. Até quando um mesmo esquema tático pode superar os outros adversários?

Lune foi muito bem, assim como Alice Lobo, nos dois poemas. Lune demonstra força e Alice Lobo, delicadeza - aos extremos.

Será prazeroso apreciar esse final tão esperado.

Que vença o melhor.

Cordialmente,
F.N.V

relson assis disse...

"Frágil" e "Metapoema com adeus e voo" são os melhores , meu voto vai para esses 2 de wender montenegro.

Lohan Lage Pignone disse...

RESULTADO OFICIAL DA VOTAÇÃO:

A VOTAÇÃO, CONFORME FOI ESTABELECIDO NA POSTAGEM, SE ENCERROU ÀS 15:OO HORAS. FORAM CONSIDERADOS DOIS VOTOS PARA OS COMENTARISTAS QUE ESPECIFICARAM DOIS VOTOS PARA O POETA, OU SEJA, ÀQUELES QUE APENAS DISSERAM UMA ÚNICA VEZ O NOME DO POETA, FOI ENTENDIDO APENAS COMO 1 VOTO. TEMOS, ENTÃO, O SEGUINTE RESULTADO:

1º MANOEL HELDER - 6 VOTOS.
2º JEAN JACQUES - 4 VOTOS.
3º JOÃO SARAMICA E ANNA LISBOA - 2 VOTOS CADA.
4º G.D E DERSU UZALA - 1 VOTO CADA.

PARABÉNS, WENDER MONTENEGRO (MANOEL HELDER) PELA CONQUISTA DO ÚLTIMO PONTO BÔNUS DO II CONCURSO DE POESIA AUTORES S/A!

ATÉ LOGO MAIS!

ABRAÇOS,
LOHAN.

Dante O velho disse...

Injusto, pois desde o início eu voto no Francisco, portanto deveria ser subentendido que os meus dois votos seriam dele, mas como nada mudaria no cômputo geral, deixe como está.

Parabéns Wender, pela colocação e pelo aniversário.