quinta-feira, 25 de outubro de 2012

"FARSA"



FARSA

Aline Monteiro publicou este poema ( os 4 primeiros versos) no Facebook, assim que o vi, escrevi os últimos 4 versos, ela diz que é um outro poema, mas eu digo que é a continuação do outro.
E você leitor, o que acha?
 
 
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Desviei o olhar

Enxuguei o suor

Disfarcei o nervosismo

Menti um poema

 

 

 

disfarcei o suor

menti um olhar

desviei o nervosismo

enxuguei o poema.

Aline Monteiro e Dante Pincelli

 

2012

 

7 comentários:

maria disse...

olhei o suor
enxuguei o olhar
menti o nervosismo
desviei o poema

Dante O velho disse...

Cabem tantas inversões que nem me atrevo a mais uma. Obrigado Maria.

Andréa Amaral disse...

O olhar, o suor, o nervosimo fizeram um poema.

Cinthia Kriemler disse...

Quando se junta o ingrediente Dante Pincelli a um poema... vira outro! Gostei das duas estrofes. Gostei mais ainda disso de sair a 4 mãos, dois corações!

Aline Monteiro disse...

Quando escrevi "Farsa" gostei bastante do resultado, mas quando li a inversão do poeta Dante fiquei simplesmente encantada! Pois os efeitos dela parecem nos abrir N caminhos em que apenas 4 versos podem levar a nossa leitura... Obrigada ao pessoal do Blog Autores S/A pelo espaço e divulgação de mais um poema, valeu! Abraços!

Dante O velho disse...

Poesia é poesia e vice versa ou qualquer inversão que se possa conseguir.

Alex M. disse...

Parabéns!

Um poema que descreve uma cena!
Muitos sentimentos em poucas palavras, enxutas.
Mistura de sensações e imaginação em quem lê.
Li, quase vendo uma cena teatral, entrando e dela participando,
sem ser convidado,
de olhos fechados,
antes que se abrissem os dele.

Mal enganei o suor
fui enganado pelo olhar
neguei o nervosismo
não saiu poema algum,
garganta seca, nem mesmo um oi.
Ele era o poema,
era tudo, ali, diante de mim.
Sem saber,
ou fingindo uma naturalidade impossível...

Coração acelerado,
suor escorrendo,
mãos trêmulas,
alma em fogo,
esperando
algo que nem sabia esperar.

Fui
mas a lembrança nunca se foi.