sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Voltando de NYC ...

A vida não tá fácil para ninguém, imagina para gente epiderme, gente que sente demais, que vive de dentro para fora... Engasgou? Tosse para respirar, mas se o nó apertar, vomita tudo e desnuda a alma! Por fora eu sou quase normal, quase sem graça, quase igual... Por dentro eu vivo em febre, eu deliro, eu não quero uma vida pequena, eu não quero amores pequenos... Eu quero o que não vejo, eu quero o que eu não entendo, eu quero o que mora longe... Eu quero o que não cabe na minha mala. Eu acredito no amor. Não como um prêmio, mas como uma salvação... É mais ou menos assim, a gente passa por vociferações a vida inteira e um dia quando estamos muito exaustas e já quase desistindo, o amor vem e nos salva... Não importa como ele venha,seja através de um homem, um filho,ou uma casa na montanha...Ele vem. E NOS SALVA. Como uma mulher cuja alma pertence ao século XVIII consegue sobreviver aos romances do século XXI e ainda chama-los de romance? Difícil... Mas acontece, as pessoas ainda não estão tão duras assim... O que importa, não é com quem você quer ficar sexta à noite, mas sim, o sábado inteiro! Não importa quantas vezes você caiu, mas quantas você se levantou... Crianças acreditam em Papai Noel, mulheres em amor verdadeiro, a mágica não está na existência, mas na crença! Acreditar te faz viver! Faz você viver às vezes feliz, às vezes triste, às vezes angustiada, magra, gorda, histérica, esotérica, agnóstica, louca ou sã, mas isso é ser. Eu sou, Meu Deus do céu, eu sou! Meio louca, desaforada, apressada, abusada, mas eu SOU! Que os novos ventos tragam boas novidades, que o que não deu certo apague e recomece, que a gente nunca se esqueça de agradecer, que a dor nos sirva de aprendizado e que o ano comece bem, porque o carnaval acabou ontem e eu comecei a escrever hoje. Feliz 2013, galera!

3 comentários:

Lohan Lage Pignone disse...

Grande Ju, voltando com tudo!

Sempre com seu jeito espontâneo, sem papas, nem pontos. Texto de um fôlego e uma paulada só. Retorno triunfante e repleto de aprendizados de NYC. E, a cada dia, a cada viagem, a cada chegada... Mais aprendizados.

Grande beijo!
Lohan.

Dani Santos disse...

... que delícia esse texto! a leveza e intensidade das palavras assim dançando, assim sendo, como a gnte, que vai, que vai, se transformando a cada nova ida, a cada nova busca, a cada novo amanhecer... me fez lembrar uma canção...

“Sigo meu caminhar, nunca amanheço o mesmo” ("Vias de Fato", composição de Edu Batata, Douglas Germano e Kiko Dinucci)

Camilíssima disse...

Texto adaptável à realidade de qualquer um, de todo mundo. Quem não busca esse amor pra vida toda? Quem não se acha romântico demais para acreditar em "uma noite e nada mais"? Sorte nossa a vida nos presentear com amores novos em folha, nos esperando na fila do banco, do aeroporto, na livraria, naquele café que sempre frenquentamos e que até então não tinha nos trazido nenhuma novidade... Deixar de acreditar é deixar de merecer. Adorei seu texto, é fluido, é de fácil leitura e identificação, excelente!!!