sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Concha

Busco teu eco
em espirais concêntricas
rumo ao infinito.

Dentro de mim um abismo.
Não há o que falar.

O abraço da concha já não protege.

As palavras de consolo
como acalanto do mar
estão suspensas.

Tua criança cresceu,
está nua.

3 comentários:

Max disse...

Muito bom. Parabéns.

Lilian disse...

Poesia linda e encantadora!
Novo poeta no Dihitt?
Seja bem vindo.
Fraterno abraço,
Lilian

Camilíssima Furtado disse...

Edu, é tão bom encontrar tua poesia por aqui... traz um aconchego enorme ao meu coração.