“Yeah I miss...every time I'm with you
Every time that we kiss!”
Se existe uma experiência humana descolada da temporalidade e alheia a concreta ordem cronológica essa experiência é o beijo de Amor, apaixonado, porque não há primeiro beijo que perdure quando a segunda, ou terceira ou quadragésima boca é afinal de alguém que queremos mais do que tudo, mais do que todos, daí o exercício singular de trazer para os nossos lábios a novidade que julgávamos perdida.
A Touch of Class (ATC)
“I’m in heaven when you kiss me”
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Por que ser adulto tem de implicar tantas perdas?
Um dos grandes mitos sobre os adultos é que eles beijam melhor do que uma criança, do que um adolescente. Pobre adulto que não beija com lábios de criança, de adolescente bobo de amor, absorto por memórias frescas que lhe fazem suspirar esquecido do caos, dos homens e mulheres apressados, entupidos de problema e de contratempos cheios de tensão mórbida. Um beijo de verdade, inteiro, é um ato indefinível, sem cronômetro, calendário, vagar no tempo. Um beijo inteiro não se completa, não começa, nem termina. Esse é o beijo de um menino bobo, que sorri sem decoro, ocioso sorrir entre um dever e outro da escola, entre o apagar leso de um cálculo sem lógica, feliz lembrança de um beijo em meio à tormenta das obrigações. Feliz do homem bobo que abandona seus papéis e contas, suas sobras de responsabilidade para sonhar com o beijo que já foi, dado e recebido, impressionante beijo apaixonado que sempre parece que não fora experimentado ainda, pois que o segundo sempre será o primeiro.
Camillo Landoni
Esse post traz o beijo em suas variações linguísticas, substantivo, verbo, beijo à flor da pele, logo de cara nos títulos, e essa é a condição (com exceção de um único vídeo) para beijo e música estarem juntos, colados neste post, número 25.
Alma das almas, meu consolo amigo,
Seio celeste, sacrossanto abrigo,
Serena e constelada imensidade,
Entre os teus beijos de eteral carícia,
Sorrindo e soluçando de delícia, (...)"
Cruz e souza
Beijo entre mulheres causa tumulto no Rio
Mulheres participavam no último sábado (20) do bloco de Carnaval Mulheres de Chico
No último sábado (20), um beijo entre uma universitária de 18 anos e uma adolescente de 17 terminou em tumulto durante o desfile do bloco de Carnaval Mulheres de Chico, no Rio de Janeiro. (...)
fonte: http://dykerama.uol.com.br/
"Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso"
Fernando Anitelli
Hay besos que pronuncian por sí solos
la sentencia de amor condenatoria,
hay besos que se dan con la mirada
hay besos que se dan con la memoria.
Hay besos silenciosos, besos nobles
hay besos enigmáticos, sinceros
hay besos que se dan sólo las almas
hay besos por prohibidos, verdaderos.
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Hay besos que calcinan y que hieren,
hay besos que arrebatan los sentidos,
hay besos misteriosos que han dejado
mil sueños errantes y perdidos.
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Hay besos problemáticos que encierran
una clave que nadie ha descifrado,
hay besos que engendran la tragedia
cuantas rosas en broche han deshojado.
Hay besos perfumados, besos tibios
que palpitan en íntimos anhelos,
hay besos que en los labios dejan huellas
como un campo de sol entre dos hielos.
Hay besos que parecen azucenas
por sublimes, ingenuos y por puros,
hay besos traicioneros y cobardes,
hay besos maldecidos y perjuros.
Judas besa a Jesús y deja impresa
en su rostro de Dios, la felonía,
mientras la Magdalena con sus besos
fortifica piadosa su agonía.
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Desde entonces en los besos palpita
el amor, la traición y los dolores,
en las bodas humanas se parecen
a la brisa que juega con las flores.
Hay besos que producen desvaríos
de amorosa pasión ardiente y loca,
tú los conoces bien son besos míos
inventados por mí, para tu boca.
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Besos de llama que en rastro impreso
llevan los surcos de un amor vedado,
besos de tempestad, salvajes besos
que solo nuestros labios han probado.
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¿Te acuerdas del primero...? Indefinible;
cubrió tu faz de cárdenos sonrojos
y en los espasmos de emoción terrible,
llenaron sé de lágrimas tus ojos.
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¿Te acuerdas que una tarde en loco exceso
te vi celoso imaginando agravios,
te suspendí en mis brazos... vibró un beso,
y qué viste después...? Sangre en mis labios.
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Yo te enseñe a besar: los besos fríos
son de impasible corazón de roca,
yo te enseñé a besar con besos míos
inventados por mí, para tu boca
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Gabriela Mistral
"A vida fica muito mais fácil se a gente sabe onde estão os beijos de que precisamos"
Mario Quintana
"Dizem que a gente tem o que precisa...
...Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde. Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais."

Só sei do gosto de quem amo apaixonadamente, só sei dessa boca, dessas reentrâncias expostas às minhas, lembrança aquém daquela memória fora do alcance das sensações físicas. O oposto daquelas lembranças sem luz, desossadas no fundo de um porão úmido onde brotam artrópodes cascudos e vegetação sinuosa e rasteira. O oposto do limbo é a sua boca, o resgate do que rasteja, a própria antítese de toda caretice, de tudo que é chato, monótono, desbotado. Sua boca vai ao sol, resgata do porão minha conservada salubridade, abre-me como é aberta uma garrafa de vinho caro, ou de safra antiga, a fim de degustá-lo no melhor momento. Sua boca é o melhor momento.
XXV.