sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Top 4 (Pai - Uma Homenagem)

Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu? (...)
Parece meu velho pai - que já morreu! (...)
Nosso olhar duro interroga:
"O que fizeste de mim?" Eu pai? Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga... Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia - a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste..."
(Espelho, Mário Quintana).

Pai... Você é o maior espelho que existe. Reflita a dignidade. Reflita o amor. Reflita o olhar que substitui toda palavra. Eis tua honra, tua missão.
(Lohan)

RETA FINAL...

IVANÚCIA LOPES (RN)

Não tem jeito: vivo me descobrindo.
- o meu lençol encolheu ou meus medos que cresceram?

LEÓN BLOBA (RJ)

Assim sempre, assim sendo,
Toda vez que sigo andando
Estouro um bueiro na rua
Quando me pego pensando.

O VELHO (RJ)

me alimento de sensibilidade
me despindo de toda vã vaidade
superando meus traumas, minhas dores.

PRÍNCIPE DESAVISADO (MG)

viver é estar
constantemente
em estado de poesia.

                                   A Grande Final se aproxima. Eis o Top 4!
                                                           Sejam bem vindos!

 Divagações

Todas as feras possuem a noite
E piscam as estrelas até a morte.
Os rios que me cobrem os seios
São tão noturnos que apenas dormem.

quando tudo parece vago
despertam em folia desmedida
encaram rotas tortas, sem afago
e passam em surpresas  repetidas.

das mãos esquálidas escorre
a mesma vertigem que aos olhos nega
a resma da madrugada, o pranto nu
desfaz o corpo em copo meio vazio.

Saudosa das noites enluaradas
Das vãs filosofias.
E dos encontros fortuitos
Nos botequins.

O Top 4 está no ar! Os responsáveis pelo poema acima foram os nossos queridos 4 poetas finalistas. O Poema S/A do Top 4 se chama “Divagações”. O poeta León Bloba, por ter sido o primeiro colocado no Top 5, deu o pontapé inicial. Ivanúcia Lopes finalizou com chave de ouro, empregando um título ao poema. As demais estrofes do poema pertencem aos poetas:

2º estrofe: O Velho
3º estrofe: Príncipe Desavisado
4º estrofe e título: Ivanúcia Lopes

ENTREVISTA COM O ELIMINADO DO TOP 5

Hoje o entrevistado é o poeta Cervan, de Piracaia, SP, que foi eliminado na última rodada (Top 5). Como será que o poeta reagiu à sua eliminação? Boa leitura!

1.Quais foram suas impressões gerais do I Concurso de Poesia Autores S/A?
Cervan: Achei tudo bom.

2. Você teria algo a dizer a respeito dos jurados, ou ao público que votou pela sua eliminação?
Cervan: Não. Quem tá na chuva é pra se molhar. Minha poesia é isso ai mesmo, quem gosta, gosta, quem não gosta acha uma bosta. 

3. Dos 4 poetas competidores que restaram, em quem você aposta para ser o vencedor do concurso?
Cervan: Qual é a próxima pergunta entrevistador? ( risos). Aposto no O Velho.

4. Qual foi a etapa mais difícil do concurso para você?
Cervan: A última. Gosto de soneto, mas deixo pra quem faz com perfeição, como é o  caso do Glauco Mattoso.

5. Você deseja deixar alguma mensagem aos poetas que permanecem na competição?
Cervan: Que vocês possam levar poesia pra onde forem e que não se restrinjam somente a ações poéticas via internet. Organizem saraus, passeatas, marchas, pichem muros e deixem o mundo com mais poesia.


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Nesta semana, os poetas tiveram de homenagear o pai nos poemas do Top 4, devido a proximidade do dia dos pais, que será neste próximo domingo. Pai, esta figura tão representativa na vida de muitas pessoas. O valor afetivo, a emotividade, a técnica... Fatores indispensáveis em poemas desse escalão. Como será que os poetas se saíram? Emotivos em demasia? Ou a técnica poética prevaleceu? Vale lembrar que, nesta rodada, os 4 poetas finalistas estarão disputando o livro "Máximas da Modernidade Tardia - Um Convite à Reflexão", da escritora e jurada oficial do concurso, Ludmila Maurer. Quem levará?

Perguntamos aos poetas finalistas se teriam alguma lembrança marcante com seus pais. As respostas estão acima dos títulos dos poemas, que foram organizados em ordem alfabética (pelos títulos).
A todos os papais do Brasil e do mundo, desejamos um ótimo final de semana. Que a poesia envolva todos os corações dos pais, dos mais severos aos mais sensíveis, dos mais ausentes aos mais presentes em nossas vidas. Que o amor vença no final. O amor sempre vence. Os poetas finalistas realizaram uma bela homenagem aos pais. Que todas essas palavras poéticas atinjam os corações de todas as famílias. Boa leitura, boa emoção!

TOP 4 – PAI (UMA HOMENAGEM):

Do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro: León Bloba, 23 anos.
Quando tive um câncer, tendo fortes dores - antes de iniciar as sessões de quimioterapia -, meu pai passou noites inteiras sem dormir, sentado no chão, ao lado de minha cama, me dando a mão, carinho e coragem. Foi ele quem sempre me colocou pra dormir em paz. (León Bloba).  

                                                     (Pai de Léon Bloba, aos 23 anos de idade)
A seguir, o poema de León Bloba:

Título: Acalanto
Boa noite.
Boi da cara preta.
E a voz soava grossa
Feito trovão.
E era o abrigo da noite.
E era o hipnótico ingresso.
E era a fronteira dos sonhos
Nos borbotões de minha infância.

Canto o acalanto do tempo.
A boca secreta do espelho
Verte o alento da memória:
Não sei de que sonho saímos...
De que trecho da história?
Ralenta a cantiga nossa
Como escansão mastigada...

Seu cabelo tingiu-se de preto
Como a noite e a cara do boi.
Brincamos de pai-e-filho.
A panela de pressão
Chia cheia de domingos.
Ainda estamos antigos.
O ainda não sei foi...

Subo em suas costas
De cavalo de brinquedo
E léguas andamos juntos
Cruzando frios relevos,
Sem ter medo das caretas
Das montanhas de Friburgo.
O galope soa forte,
Grosso feito trovão.
Ralento a nossa cantiga.
Você segura minha mão.

E antes que seu filho durma –
E que você durma também –
Lá vamos nós seguir outros sonhos,
Cantando pra bem mais além...

x

De Marcelino Vieira, Rio Grande do Norte: Ivanúcia Lopes, 24 anos.
Lembro de todas as vezes que, apenas em uma bicicleta, íamos para o sítio: eu, minha irmã, meu pai e minha mãe. Desde aquele tempo eu comecei a ter certeza de sua força e determinação. Isso me encoraja até hoje. (Ivanúcia Lopes). 

 (Ivanúcia Lopes ao lado de seu pai)

 A seguir, o poema de Ivanúcia Lopes:

Título: Cheganças

Ele chegava sempre que o sol se escondia.
Chegava sujo.
Com a roupa cheia de tinta.
E o chapéu cheio de terra.
Chegava cansado.
Com calos nas mãos.
E peso nos ombros.
Chegava arrastando o chinelo e empurrando a bicicleta.
Mas sempre chegava.
E tudo ficava claro.
Como se trouxesse o sol pra passar a noite com a gente.
É meu pai, coisa de criança!
Mas ainda aos vinte e poucos anos
sempre que o sol vai embora.
Eu lembro das tuas cheganças.
x

De Juiz de Fora, Minas Gerais: Príncipe Desavisado, 29 anos.
Lembro-me de uma passagem bem bacana, que nos uniu muito: a final do campeonato brasileiro de 1992, Flamengo x Botafogo. Meu pai foi àquele jogo, Maracanã lotado. Eu tinha 10 anos e minha mãe não deixou que ele me levasse. Então, fiquei vidrado na televisão com esperança infantil de vê-lo naquele mar rubro-negro. Não o vi, mas vi o Mengão ser pentacampeão. Desde então, sempre assistimos aos jogos juntos; é uma maneira de nos aproximarmos mais, haja vista que ele passa boa parte de suas semanas no Rio de Janeiro e eu, em Juiz de Fora/MG. (Príncipe Desavisado). A seguir, o poema de Príncipe Desavisado:

Título: Coração de pai

De ti
herdei muito mais que o nome:
estas orelhas grandes
denunciam que sou teu filho
sem a menor dúvida!
Somos rubro-negros sem brecha
pra um segundo time, já que um
coração só quase não dá conta
do flamengo. Somos teimosos feito
mulas quando empacam; quando
não me ligas, reclamo depois de
ouvir tua bronca por eu não
te ligar! Temos saudade da mesma
Maria – Tafuri do nosso orgulho!

De ti
herdei muito mais que um sem número
de manias, de gestos, de gostos:
eu te amo, meu pai,
muito mais que num poema ao teu coração.

x

De Macaé, Rio de Janeiro: O Velho, 50 anos.
As lembranças que tenho do meu pai são muito ruins, então por consideração ao leitor, preferirei não responder. (O Velho). 

                                                              (O Velho e suas filhas)

 A seguir, o poema de O Velho:


Título: sou meu pai

madrugada lenta,
luz difusa,
espelho rachado.
em cada pedaço
do tempo em estilhaço
susto posto no rosto:
sou meu pai!

em rugas cínicas
saudade que não há,
no claro dos olhos
conselhos não dados,
no branco longo da barba
medos não curados,
sob o calvo da cabeça
poesias que não dediquei...

só entendi
sóbrio e solene
em minhas falhas
e minhas filhas
que ora vagueiam
no eito imperfeito do mundo,
levando junto
meu coração
intenso e farto
que descompassa confuso
(nelas)
fora de mim.

Feliz Dia dos Pais!
Então, o que acharam dos poemas? Comentem!
Obrigado, Autores S/A.

(Editora Multifoco - a patrocinadora do concurso)

14 comentários:

O velho disse...

Gostaria de acrescentar que , na foto que enviei, estão minhas filhas e eu.
De blusa listrada a mais velha e de preto, consequentemente , a mais nova.

O Velho

Camila Furtado disse...

Nossa... Os poemas me emocionaram imensamente. Terminei a leitura em lágrimas!Lindos poemas. Todos.

Parabéns.

Felipe Neto Viana disse...

Bom dia,

A corrida pela vitória está chegando ao final. E fazer um poema sobre este tema, a essa altura do certame, faz qualquer emoção florescer ao grau extremo. Impossível descartar o olhar subjetivo nessas horas.

A leva foi inaugurada bem, com Mário Quintana. E do espelho do poeta, nasceram outros espelhos. A começar pelo Velho, que logo na primeira estrofe pareceu recriar o poema inaugural de Quintana. Vê-se o homem que se descobre pai. E, ao se descobrir pai, descobre o pai que teve (ou que não teve). Como O Velho poetiza: ''saudade que não há [...] conselhos não dados [...] medos não curados". A ausência do pai é visível, ao mesmo tempo que se descobre um pai em dobro: o pai que supriu uma ausência e o pai que se dedicou a uma presença. O Velho surpreende, muito positivamente. Foge da pieguice, do clichê. Foge, não propositalmente, do eixo familiar comum. E isso é sentido, de modo profundo, pelo leitor. A propósito, suas filhas são lindas. A da direita me passaria o telefone (com sua permissão)?

León Bloba...! Não querendo me gabar, mas você atendeu ao conselho que te dei. Hoje eu li um León desamarrado, embora ainda tenha deixado vestígios do receio que vinha apresentando nos poemas anteriores. Versos brancos, jogo de palavras. Ralenta a canção deste certame, e a voz do teu eu-lírico é que soa mais forte aos ouvidos do nosso espírito. Hoje estou um pouco sentimental, como devem ter reparado. Tudo que remete a paternidade me causa isso. Talvez seja este o motivo por eu não acreditar em um deus. Eu não tive um deus dentro de casa. Mas vamos deixar o boi da cara preta dormir em paz...

As cheganças do pai da Ivanúcia são verdadeiras. Ivanúcia é a poetisa, dos 4 que restam, que mais exala a verdade poética. Um teor ligeiramente discursivo, que seduz o leitor pela sua simplicidade e força. E beleza, diga-se de passagem. Mas são outros 500. Preciso me ater à poesia.

Príncipe Desavisado foi o mais direto em relação ao amor pelo pai. As características físicas, o time do coração, a bronca. Senti uma ponta de pieguice. E o teor discursivo passou do ponto, Príncipe. No todo, gostei, tirando a parte do flamengo. Não revelo meu time pois posso me tornar alvo de novas críticas, pedradas neste espaço.

Difícil apontar quem sairá, ou quem vencerá. Arrisco a saída do Príncipe Desavisado dessa vez.

Para os que são pais de verdade para os seus filhos, desejo felicidades.

Cordialmente,
F.N.V

O Velho disse...

FNV, vc entendeu tudo direitinho, este tema me fez quebrar um tabu: nunca tinha escrito sobre o meu pai e talvez por isso , também escrevi pouco para as minhas meninas.

Quem foi que disse que terapia se faz em consultórios?
Poematerapia...

A saber: A minha menina (de azul) é casada e já me deu 2 netos e a outra namora há muito, mas se elas quiserem dar o telefone, problema delas, por mim, mandava o tel da delegacia.rsrsrsrsrs

O Velho

Anônimo disse...

Estes poemas foram os que mais emocionaram até agora neste concurso. Fiquei com vontade de escrever um poema para meu pai. E, com certeza, os quatro poetas me inspiraram muito...

O Velho faz um poema quase perfeito. Começa muito bem dialogando com o poema de Quintana. Aí chega na 2ª estrofe e tropeça na musicalidade. Só não cai por conta das imagens de negação de seu pai. Falhas e filhas é um contraste delicioso de se ver. Só essa ideia de espelho estilhaçado que já está quebrada... o Velho se destaca como possível vencedor desta etapa.

O Príncipe Desavisado está desavisado quanto a sua permanência no certame. Certamente seus sentimentos pela figura paterna são verdadeiros e bonitos. Mas um poema exige mais que isso. Nada convida à leitura. Tentar uma segunda pessoa pra dar um tom poético não casou bem com as ideias futebolísticas e com o emaranhado de lembranças que não foram lapidadas. É hora de ficarem somente os bons poetas.

A presença do "ch" de Ivanúcia soa interessante. Ainda mais quando percebe-se que quando o pai traz o sol para dentro de casa, esse som no poema desaparece. Tem força poética e emotiva. Mas talvez não seja o primeiro lugar.

O boi de León traz outro tempo. Ralentado e cheio de passado e domingo. As imagens que são ao mesmo tempo comuns na infância (hora de dormir e brincar de cavalo nas costas do pai) são levadas com beleza a um mundo de imaginação e sonho. Enquanto lia, o acalanto ficou ecoando em minha cabeça. Não trouxe tantas rimas e as que trouxe enriqueceram o poema. A combinação de palavras como "ingresso" e "grosso" e "chia cheia" dão valor poético ao jogo.

Parabéns, autores.
Desta leva, acho que León é mais uma vez campeão. Ou O Velho.

Abraços,
Igor Knupp

Anônimo disse...

Só um adendo: o poema que os poetas participantes desenvolveram (entitulado "Divagações") fecha com a última estrofe totalmente desencontrada com o restante do poema. Ivanúcia não manteve o tom. Este poema é um jogo, pelo que vejo.

Cada um recebe a estrofe do outro ou o poema todo que já foi feito? Pois se o último poeta recebe o poema todo feito, cabe a ele fechar dando atenção a tudo o que foi escrito...

Igor Knupp

Anônimo disse...

Igor, também achei que o poema conjunto perdeu força na última estrofe desconectada.
Acho que o poeta vencedor da última rodada começa, indica outro e assim vai.
Aposto em O Velho ou Ivanúcia.

Felipe Neto Viana disse...

Discordo do Igor e do tal anônimo acima. Ivanúcia terminou falando da mesma meretriz que os poetas descreveram, numa metáfora perfeita, nas estrofes anteriores.

De acordo com a minha interpretação, trata-se de uma mulher desiludida, que vende seu corpo na noite, a qual as ''feras possuem'', ''passam em surpresas repetidas'', ''desfaz o corpo em copo meio vazio'', ''e dos encontros fortuitos nos botequins''...

O título poderia ser outro. Quanto ao poema, nada de errado, na minha visão.

E Velho, telefone da delegacia? Que história é essa? Eu não tenho ciúme do namorado dela! Grato pelo bom humor, é assim que levamos a vida. Mas não riem de tudo. 'Rir de tudo é desespero'.

Cordialmente,
F.N.V

Rafael Rodrigues disse...

O título do poema conjunto não me agrada.
Sinto que a última estrofe do poema conjunto tem uma mudança radical de ritmo, termina meio que mal das pernas, meio bambo... não acho ruim, porém também não acho ótimo.

Gostei muito do poema da Ivanúcia nesta rodada. O Igor apontou essa mudança interessante quando o pai chega. Chegada, chegada, muitos "chs" e de repente parece que o Sol abre na boca de quem lê o poema.

Não compreendi o deslize do Príncipe, achei o poema estranho, muito estranho e a primeira coisa que pensei foi: escrever é muito perigoso. Me pareceu mais um bilhete dirigido ao pai - melhor ser guardado pra ser enviado junto a um presente no domingo próximo. Cheguei a contar as sílabas poéticas pra ver se havia algum tipo de cuidado quanto a forma... esperava muito mais do Princípe, pois o seu soneto na rodada anterior muito me agradou.

Não gostei de ver as fotos dos concorrentes, quebrou uma revelação que poderia ter sido feita somente no final. Mas... tudo bem, né!? quer dizer... aliás, eles podem ser identificados?

Nesta rodada estou mais uma vez com o Leon e também torcendo pelo Velho.

São pertinentes as colocações do F.V.N. e do Igor.

Anônimo disse...

Belas demonstrações de amor aos pais. E às filhas!

Parabéns a todos pela poesia e pela sinceridade.

Abraços aos amigos poetas e aos organizadores,

León Bloba

Anônimo disse...

e abraços aos comentaristas e outros leitores!

León Bloba

Anônimo disse...

Ah, León, agradeça tb aos jurados. Estão sempre lendo vcs todos!

Anônimo disse...

ah, a eles agradeço sempre!
Incluí todos os jurados nos COMENTARISTAS, na hora do abraço!

León

Ivanúcia disse...

Olá pessoal!! Agradeço, de coração, todas as contribuições aqui recebidas. Este concurso me proporcionou, e acredito, que aos colegas também, várias oportunidades de amadurecimento. Aprendi bastante.
Quanto ao poema dessa rodada, confesso que foi a mais difícil. Embora pareça simples, falar de alguém que tanto estimo não é tão cômodo assim. Principalmente quando este texto passará por tantos olhares e avaliações. Mas eu gosto disso. Escrevo com emoção. Sempre. E gosto da poesia que tem gosto de verdade. Gosto da poesia que saltita aos olhos e palpita o coração.

Esta rodada será difícil. Creio que o Campo Platônico, mais ainda.

Obrigada a todos! Aos jurados, aos leitores e aos nossos comentaristas que tanto enriquecem nossa arte!

Mas, estamos ainda por aqui! rs

Ivanúcia Lopes