quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Aerosmith - Walk This Way!

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"Gostaria de ser metade tão bom
pela metade do tempo que eles têm sido.”
- Jon Bon Jovi

Bon Jovi e Aerosmith (ao vivo)
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AUMENTA QUE ISSO É ROCK N' ROLL!!!!!!!!!!!!! 

Um grande logo, desenhado pelo ex-guitarrista do Aerosmith Ray Tabano. Uma música que incorpora a linguagem básica do rock, com o feeling e o drive dos rockers legítimos, mas sem cair na armadilha de se acomodar nas tradições. Um frontman extraordinário, considerado por muitos o maior de todos. Clipes com direção grandiosa e montagens espetaculares (Janie’s Got a Gun está entre os meus preferidos). Uma linha de molhos picantes naturais e em 4 sabores (Rock N’ Roni) lançada por Joe Perry. 



E álbuns clássicos. 


ROCKS (1976)

Obrigatórios na discoteca básica de qualquer amante do Rock N’ Roll, ou seja, uma história com fatos que podem se repetir na biografia de qualquer outra banda, mas sendo Aerosmith, tudo toma um vulto tão especial que os acontecimentos acabam sendo únicos.






A célebre expressão “Sexo, drogas e Rock N’ Roll” não é capaz nem mesmo de resumir a trajetória dessa que é uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos.







As últimas notícias sobre o lançamento do 15° álbum  dão conta de um adiamento das gravações. O incidente no qual Steven Tyler caiu do palco depois de um empurrão acidental de Joe Perry, na noite do dia 17 de agosto em Toronto, no Canadá, jogou mais lenha na boataria sobre a crise nas relações entre Perry (guitarrista) e Tyler (vocalista). Como se já não bastassem as toneladas de boatos sobre o fim da banda, aposentadoria de Perry, saída de Tyler, listas de possíveis novos vocalistas e projetos solos dos integrantes, Steven aceitou ser um dos jurados do American Idols, o que teria causado certo mal-estar na banda sobre sua permanência. Há mais de um ano e meio, o site Rock on Line publicava uma notícia sobre o início das gravações do álbum, ainda sem data de lançamento.


“Continuem acreditando, pessoal, haverá um álbum”. 
Tom Hamilton, baixista.




Steven Tyler - vocal









Joe Perry - guitarra solo









Tom Hamilton - baixo











Brad Whitford - guitarra









Joey Kramer - bateria













“Aerosmith é tudo o que o Rock and Roll é; e sempre foi, desde o seu início até os dias de hoje, a banda de Rock ideal.” - Jimmy Page (Led Zeppelin)
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Aerosmith é a banda de Rock norte-americana mais bem- sucedida da história. Já vendeu mais de 150 milhões de cópias no mundo inteiro. Formada no final dos anos 60, atravessou a década seguinte colecionado êxitos fantásticos, tanto comercial quanto de crítica. Nos anos 70 álbuns como Toys in The Attic (75) e Rocks (76) alçaram a banda ao topo do cenário musical e estabeleceram de imediato seu nome na história da música. Mesmo antes, em 1973, o primeiro álbum (Aerosmith) já trazia grandes canções como Maket it, Dream On e Mama Kin.



A banda continuou nos anos subsequentes a lançar bom material, porém em 1979, durante as gravações do novo álbum, Joe Perry se desliga da banda após uma discussão com Tyler, brigas que, aliás, eram constantes. Night in the Ruts é lançado, mas sem expressão nas vendas.


Só em 1985, Joe Perry volta ao Aerosmith e lança Done With Mirrors, a respeito do qual Perry julga ser o pior álbum da banda: acredito que seu julgamento tenha sido influenciado pelo fato do trabalho ter sido um fracasso comercial, pois as canções são ótimas (assistam ao vídeo abaixo), embora como um todo Done With Mirrors não seja um dos melhores álbuns do Aerosmith.


Música que abre o disco Done With Mirrors, de 1985




Steven Tyler


Já não diria o mesmo sobre o álbum seguinte: Permanent Vacation é uma das melhores produções da banda e responsável por trazê-la de volta às luzes do sucesso. Um mega-sucesso. A faixa título é um primor de gravação e de composição, com um riff genial e um ritmo irresistível. Angel é a belíssima balada que a banda nacional Yahoo ‘coverizou’. Nas rádios por aqui infelizmente só tocava essa versão, e nada da original, infinitamente melhor. Eu só fui saber que era uma canção do Aerosmith quando a MTV entrou no ar colocando na programação o vídeo da música. Ainda do mesmo álbum, Dude Looks Like a Lady, que foi incluída na trilha sonora do filme Mrs. Doubtfire (Uma babá quase perfeita).





Em 1989, a banda lançou o álbum Pump, um dos melhores de Rock que já ouvi. Pump é o auge da retomada, do reencontro com o sucesso, mas dessa vez o reconhecimento é ainda maior. Com Janie’s Got a Gun, a banda vence o primeiro Grammy num total de três. E o sucesso não parou. Em 1993 Get a Grip estabeleceria a banda como uma potência comercial.






Em 1997, o bom álbum Nine Lives é lançado. Em seguida a canção I Don't Want to Miss a Thing rende ao Aerosmith uma indicação ao Oscar de canção original pelo filme Armageddon.



A música pode não ter levado a estatueta, mas em compensação ganhou no Reino Unido um curioso favoritismo, foi eleita a melhor canção para casamento, numa pesquisa feita pela Magic TV.
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Em 2004, lançam Honkin' on Bobo,
um belo álbum de blues.



Steven Tyler foi lembrado por Sharon Osbourne, que selecionou outras estrelas da música (Rod Stewart, Elton John, Andrea Bocelli, Ozzy e sua filha Kelly, etc.) para regravarem a canção "Tears In Heaven", com o intuito de levantar fundos para as vítimas das 'tsunamis' ocorridas no Oceano Índico. Linda versão, lindo vídeo, e grande a iniciativa da Sra. Osbourne; é de arrepiar!

"Contatamos Eric (Clapton) e seus advogados e todos disseram sim na hora”, revelou a sra. Osbourne. “Não poderíamos pensar em uma música mais apropriada”, reiterou.




KISS & AEROSMITH

"(...) o Aerosmith trouxe de volta o sorriso no meu rosto – trouxe de volta o
orgulho pra mim – esses caras nos lembram que ainda HÁ grandeza aí fora…
ainda há uma banda de verdade, e cheia de paixão, e inovação, e coragem, e
toneladas de refinamento também. (...) E pra mim, assistindo, eu vejo todos os
elementos que são raros e maravilhosos, e me orgulho que meu filhos possam
ver isso, e eu não tenha que explicar a eles como é o ROCK DE VERDADE E AO
VIVO Amei cada segundo. A melhor coisa sobre eles é que não se tornaram
'show-biz', não perderam suas raízes. Eles ainda estão andando por essa linha
tênue entre estrutura e improvisação, limpo e distorcido, amor pelo que a
música deles faz, e amor pela própria música, comercial e arte, fogo e água,
terra e ar, luz e sombra. Nunca haverá um grupo de rock mais versátil que o
Aerosmith (na minha humilde opinião)".


Bryan May

(guitarrista do Queen)
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XIX.
Camillo Landoni

Dossiê Dilma



Amigos Autores S/A,  


Minha finalidade é de bem concluir meu comentário sobre o último post de Thaty Louise.   
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... Quanto à Dilma, ao governo Lula, e a respeito do que diz Leonardo Boff nesse texto divulgado no seu ultimo post, falo como cidadão brasileiro isento de interesses alheios à política pública. Do meu ponto de vista, que não trabalha para a Veja, nem para imprensa nenhuma, desejo que seja decepada de uma vez (na guilhotina?) a cara cínica de todos esses calhordas, cafajestes da elite (se são burgueses de berço ou de título não importa) que há ‘séculos’ patrocinam orgias ('computasdor') e sorrizinhos patéticos com os bilhões (trilhões?) a serem divididos com esse personagem, o Povo, o mesmo que sorri porque comprou mais um celular, um fogão novo, um carro, o frango e a geladeira da era Fernando Henrique; comprou com o tiquinho que lhe restou de toda a fortuna desviada para contas particulares de uma meia dúzia de psicopatas eleitos pelo voto direto e democrático. Como é mais fácil e tranqüilo mentir na democracia, contar lorotas sem repressões, só com promessas e palavras de amor pelas cidades ou pelo país, todas mais batidas que final de novela. Pelo menos nessa embromação profissional o governo e a oposição conseguiram desde sempre formar um bloco único, ou seja, onde está verdadeiramente o equilíbrio de forças quando o assunto é vergonha na cara e utilização justa e responsável da tal máquina administrativa? Nem Lula, nem Dilma, muito menos Serra merecem minha confiança. Humildemente queria entender que grande empresário está contrariado com o governo Lula, qual o banqueiro descontente? Existe algum? E se algum estiver, porque não procuramos saber as razões? Não defendo o governo nem a oposição, porque nenhum lado é digno da minha confiança. Quatro ou oito anos é pouco tempo para se fazer tudo, concordo, mas é tempo suficiente para se fazer ou iniciar a realização de projetos fundamentais visando à qualidade de vida para todos. O que o governo do Rio (aliado de Lula e Dilma) fez em quatro anos para revolucionar, por exemplo, o transporte na cidade (?) porque é disso que o Rio precisa, uma revolução em planejamento e execução, tamanha é a miséria nesse setor. E que ninguém venha me dizer que houve uma política de transporte (privatizada) voltada para os interesses da população. Os empresários, vencedores das concessões de linhas de ônibus, barcas, trens, etc. deitam e rolam, oferecendo o mínimo só para arrecadarem lucros exorbitantes às custas da nossa ingenuidade e paciência. Esses empresários livres para f... com a população não reclamam desse governo, ao contrário, eles desejam que Dilma e Sérgio Cabral continuem a lhes dar toda cobertura no front da insana política brasileira, não muito diferente de muitas outras que conhecemos ou pelo menos imaginamos. Esse discurso do peão que chegou ao poder resistindo (até hoje?) contra um clubinho da elite burguesa que não aceita pobre, depois de o governo Lula ter honrado como ninguém a política neoliberal, me soa defasado, antigo, não-atualizado.

Depois da “revolução conceitual” instaurada pela eleição de Lula, qualquer presidente que tenha sido operário, carteiro, ou, ainda, da família real, não importa, também terá opositores, uma parte da imprensa desfavorável, cada segmento reagindo de acordo com suas respectivas necessidades e interesses, mas nada disso por causa da classe social de origem. Collor (lembrando) veio da pobreza? era pobre? operário? estivador? tintureiro? Então por que o escurraçaram do governo? Foi a democracia que nos salvou do alagoano de fama depravada e corrupta? Ora, tá bom. Assim como não é a democracia ou o povo que mantém Lula há oito anos no governo. Alguém sustentou os protestos e dessa vez alimentou lenhas de impeachment, apesar de tantos e graves escândalos? Não, Lula está aí firme, e não me digam, insisto, que está pela vontade exclusiva do povo. Assim como não foram os cara-pintadas que definiram no episódio Collor de Melo o impeachment histórico. Caso contrário, como explicar tanta dificuldade para se aprovar o ‘Ficha Limpa’? A Justiça tem suas regras, leis, códigos, pois bem... Mas e o povo, tem ou não tem poder nesse “governo que vem dele e é para ele”? Onde o povo se encaixa nesse lenga–lenga afinal? Foi mais fácil tirar (‘ontem’) um presidente do que (‘hoje’) aprovar um projeto que pretende impugnar candidaturas podres. Portanto, utilizar-se do argumento do conflito de classes, do preconceito, é fazer uso de idéias desbotadas, envelhecidas, uma vez que nossa realidade política mudou assim que o ‘plebeu’ socialista se tornou ‘rei do Brasil’. Desde a primeira posse do Lula grande parte dos políticos já havia aprendido que na democracia é muito melhor e mais tranqüilo ferir a ética comprometendo o futuro do país, e se dar bem, do que um autoritarismo explícito, já que repressões e censuras escrachadas chamam muito a atenção, provocam reações violentas e estimulam a formação de grupos de resistência. Na democracia o governo não entra em nossa casa, chuta a porta do nosso quarto e leva nosso computador, mas estão levando o dinheiro do nosso trabalho, levando embora sem que a gente veja o tanto que teríamos caso fosse diferente, porque no regime democrático há em demasia sorrisos ensaiados (vocês, meu povo, pensam que podem, enquanto nós podemos e pensamos só por nós mesmos, da elite) a retórica polida (mas estéril), grandes armas de repressão livre que se resume num ‘Sim’ na hora certa para ‘eles’; ao passo que na ditadura quem governa geralmente diz ‘Não’ na hora errada para nós. Isto é, ambos são governos autoritários, cada qual com suas sórdidas artimanhas de embromação e insanidade, precisamente no âmbito da política brasileira.

Tatiana,

Parabéns pelo protesto; seu post pode ter vindo fora do dia, mas não fora de hora, e é melhor eu parar por aqui antes que argumentem a favor dos spams. Como assim? Podem dizer que se é por causa dos spams que estamos debatendo, gerando posts e comentários é porque o tema tem muitas qualidades além de ser muito útil, da mesma forma como a lógica pode ser absurda.  

Grande abraço:
Landoni

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Movimento anti-Dilma

Caros Autorizados,

     Buenos dias!!!
     Sei que esse não é meu dia, tão pouco se trata do "meu assunto", as minhas listinhas mariolas, mas estou tão revoltada com os emails que recebo aos quilos, todo santo dia, anti-Lula ou anti-Dilma, que resolvi postar esse texto do brilhante Leonardo Boff, teólogo, filósofo, escritor, alguém pelo qual sempre tive um profundo respeito.
     Odeio spans. Caro amigo, leitor, aluno etc, acredito que quem  envia mensagens do tipo “Amo meus amiguinhos, me mande de volta se vc me ama”, merece, no mínimo, uma praga estilo Zé do Caixão:

- Que se abram três mil janelinhas pop-up de aumento de pênis para cada página que vc acessar!!!!!!!
    

     Agora, para a pessoa que escreve e/ou repassa emails irresponsáveis sobre lendas urbanas políticas, nem sei qual seria a punição, aliás sei sim, mas os princípios básicos de polidez me impedem de expressá-los aqui nesta revista virtual. E, para vc que embarcou nessa onda e reenvia informações sobre as quais nem sequer checou, uma dica: envie pra mim não! Aproveite e confira cada uma das informações que vc retransmitir.



     Ah, e mais uma dica, se vc não tem conta$ na Suiça, a única Hermès a qual vc tem acesso é a revistinha e a única vez que saiu do Brasil foi daquela vez que foi à Miami, voltou cheio de Victoria Secret pra revender “prazamiga” do trabalho e postou 456 fotos no Orkut, desculpe, sinto muito, mas vc é POBRE e não deve ficar repetindo over and over que o governo atual só distribuiu esmola, até porque, além de ficar feio ser tão desinformado, provavelmente alguém da sua família recebe bolsa família ou tem ProUni.



 O seu é o da DIREITA, tá?



Britney Spobre!

  
Wells, enfim, o texto.

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Leonardo Boff*


     Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
     Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
     Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
     Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
     Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
     Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.
     Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
     Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
     O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
     Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
     O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
     O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
     Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.



(*) Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.







domingo, 26 de setembro de 2010

das mãos sem moldura

Com seus olhos fechados
Do canto escuro do quarto
A poesia vem zombar de mim

Me atira seus letreiros
Ignora meus medos
Ri da minha falta de confiança

Vem sacudindo meus ombros
Riscando meus livros
Revirando a mesa

Revolve meu lixo
Abre meus armários
Atira em minhas feridas

Descobre meus atos falhos
Sussurra todos os meus erros
Gargalha da minha ignorância

Como amante traída
Rasga meus objetos
lança fora minhas mortalhas

Ácida, chuta minhas portas
Verte seu veneno
Despe minha roupa profana

Avilta meus sapatos
Estilhaça minha vidraça
Esbofeteia meus anseios

A poesia, essa mãe santa
me quer então por inteiro
tão puro feito criança.

Meu cálice transborda

Dizem que o saber não ocupa espaço. Discordo. Ocupa sim. Preenche vazios, horas vazias, “horas perigosas do dia”.
A cada texto, a cada palestra, a cada aula, a cada nova amizade sinto-me transbordar, como se não houvesse mais espaço dentro de mim.
Em seguida, vem a inquietação. O sentimento de risco. O gosto pelo risco.
E arrisco.
Não tenho medo, sei quem sou: sou Ana, de trás para frente, de frente para trás.
Palíndromo não é uma ilha grega.
Então, com o passar dos dias, das horas, o novo saber é deglutido, absorvido, e os vazios voltam a se avolumar. Hora de mais: de mais leituras, de mais gente, de mais troca, de mais riscos.
O processo não se esgota. Repete-se eternamente. Renova-se.
Meu cálice transborda.

sábado, 25 de setembro de 2010

O pulmão, o fígado e o cérebro

A fumaça adentra a boca
Passa por entre os dentes
Desce até os pulmões
E retorna pelas narinas

Uma leve pigarreada

A caneta na mão
Escorrega pelo papel

Palavras soltas
Às vezes sem nexo

Mais uma tragada no cigarro
E um trago do uísque

E a caneta continua
A escorregar e parar
Entre um trago e outro
Entre uma tragada e outra

Uma baforada de fumaça
Outra pigarreada

De repente a mente para
A mão para, tudo para
Nenhuma ideia na cabeça

Outro trago do uísque
Mais uma baforada de fumaça

Volta a inspiração
Volta a respiração
A mente volta a pensar
A mão pega na caneta
Que volta a escorregar

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Programa Old Times


Te peguei, ouvintes da noite, na minha estrada flashback,

frequência Old Times Autores S/A 52,7 KHz

Em primeiro lugar quero agradecer a todos que prestigiaram o programa de estréia, com críticas, sugestões, elogios. E vocês que curtiram falem desse seu rádio-post, divulguem para os amigos, espalhem a novidade! Aqui só toca flashback. Músicas nacionais, internacionais, seções especiais, surpresas e novidades.

E começando mais uma Quinta Old Times, três grandes sucessos com vocais femininos:

 






Só musicão pra você ligado no seu blog de variedades, Autores S/A.
A primeira foi Kate Bush, com Babooshka.
Depois The Pretenders, Don’ Get Me Wrong,
da trilha da novela O Outro.
E fechando o bloco, No Doubt, com Don’t Speak.

Um pequeno intervalo e já voltamos.
Quinta Old Times, o primeiro rádio-post é aqui no Autores S/A.






No segundo bloco, um grande momento no palco pra começar detonando. Vocês vão ver e ouvir Peter Fampton na reedição da superturnê registrada no álbum histórico Comes Alive. “I’m in You.”








Mais um anúncio bem bacana e já voltamos!




Na última parte do programa o clima de romance continua. Olha, pra quem duvida, e acha que só nos anos 60 dava pra se dançar coladinho, não é verdade, porque nos anos 90 ainda se fazia músicas lindas pra se dançar juntinho. Ouçam a canção All My Life, que encerra o bloco e vejam se é possível não concordar comigo. E é nessa atmosfera de doer o coração que me despeço suspirando... Boa noite...   

  






5uinta-feira 13


Esse clássico absoluto do Hard Rock (meu deus, como é bom!!!) marcou a geração dos anos 80 por ter sido o tema de abertura de uma das séries brasileiras de maior sucesso da década. Com vocês, o Quinta-Feira 13, dessa vez trazendo a fantástica banda Fastway, com o Rock 'n Roll de primeira Say Fast you Will.



Até o próximo programa!


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O Primeiro rádio-post é aqui no Autores S/A.

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XVIII.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Danilo Caymmi em Friburgo, Fafá de Belém no Cazaquistão.




Dias atrás assisti ao show do Danilo Caymmi, que, até então, eu achava que era o Dori Caymmi (Filho. O pai já morreu, eu sei. Também não sou tão alienada assim...).
Danilo pisou no palco esbanjando alegria. Sua entrada sorridente já dizia ao que vinha. Poderia até não cantar bem, mas cantou, claro. Muito prazer.
Bonitão e com jeito boêmio, sua voz veludo-grave-melodiosa ecoou alto pelo teatro fazendo a platéia abrir sorrisos, suspirar, lembrar-se de algum momento que valia a pena ser lembrado.
Surpreendi-me por conhecer boa parte das músicas e também por não conhecer algumas.
Minha jangada já havia saído tantas vezes para o mar, e eu não tinha me dado conta de que era a família Caymmi que soprava a vela. A vida do negro continuava difícil como o quê, e eu não me lembrava de nenhum Danilo em minhas Andanças.
E os corações que guardo em mim? Nunca achei mesmo que tivesse um só... Pouquíssimos dias antes ouvira um cover de O Bem e o Mal (voz melodiosa também), mas não me ligara muito à letra... até que senti aquele cheiro de vendaval no teatro e, de repente, o deus, o santo e o louco saltaram para cima de mim. Que descaramento! Estava para gritar quando eles sussurraram em uníssono: “Fica fria. Nenhum problema ser assim.”
E o que a Fafá de Belém tem a ver com a história?
Nos intervalos entre as músicas, quando Danilo conversava com a platéia, disse várias vezes que a amiga estava no Cazaquistão (fazendo o quê, ele não disse -- foi preciso uma outra pessoa falar que ela cantou para uma plateia de 1500 pessoas no maior teatro de lá). Acho que ele queria apenas divulgar a estranhesa do lugar. Sendo assim, vou incrementar a divulgação : Danilo veio cantar em Friburgo, Fafá foi cantar no Cazaquistão.
Caros amigos e leitores,

Peço-lhes hoje a licença para não falar de poesia, mas falar de arte...





O Centro Cultural do Banco do Brasil está com a exposição ZERÓIS: Ziraldo na tela grande com 44 obras inéditas, em grandes formatos, executadas a partir dos cartuns Zeróis, desenhados por Ziraldo. A mostra revela a cada quadro, uma outra dimensão do artista. Forma, no final, uma síntese de todo o seu trabalho, pois cada pintura também contém, nos "bastidores" do pincel acrilico, o humor do chargista, a crítica bem humorada e toda contemporaneidade do artista... Enfim, vale a pena confirir, pois a mostra é fantástica!










domingo, 19 de setembro de 2010

Caro amigo


Já não sei mais o que fazer
Tudo o que mais quero é ela
Onde eu vou ela está
Para onde quer que olho a vejo

Que dor! Que sofrimento!
Me ajude caro amigo!

Ela foi embora
Ela me deixou
Estou sozinho
Estou abandonado

Que dor! Que sofrimento!
Me ajude caro amigo!

Vamos tomar mais um gole
Fumar mais um cigarro
Só você entende o que passo
Você também sofre e chora comigo

Não existe amigo como você,
Caro amigo samambaia!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Tico-Tico no Fubá o mundo todo conhece, já o Abreu...

No próximo domingo, dia 19 de setembro,
o Brasil comemorará 130 anos de nascimento do mestre
-
Zequinha de Abreu.


Espera aí, o Brasil comemorará o quê? Afinal, quantos de nós brasileiros sabemos quem foi e o quanto produziu esse ilustríssimo personagem da nossa história cultural?

Mas nem adianta perder minha serenidade, porque criações tomando o justo lugar de destaque de seus respectivos inventores na pirâmide do sucesso, relegando-os ao subsolo da memória histórica é um fenômeno coletivo que se repete com freqüência. Se procurarmos, encontraremos exemplos na literatura, no cinema, na política, na filosofia, em suma, em todas as áreas do conhecimento.

Na ficção literária temos um bem clássico:

Poucos associam o título do romance “Frankenstein” ao Victor, o criador do monstro; tão poucos que a bizarra criatura parece ter se apoderado do sobrenome germânico. O monstro que na verdade nunca teve um nome, isto é, na história original, tornou-se mais popular que o cientista nascido na Suiça e radicado na Alemanha, Victor Frankenstein. O que dizer então da escritora inglesa Mary Shelley, criadora de toda essa história? Quantos lembram dela?






Zequinha de Abreu não criou o Zonotrichia capensis, vulgo Tico-Tico, mas fez o passarinho trigueiro e sua farinácea alimentação se multiplicarem em forma de música num migrar fantástico para as terras mais longínquas, admirado passarinho que é no meio das mais diferentes culturas do mundo. O compositor brasileiro, nascido em Santa Rita do Passa Quatro (SP), não estudou medicina como queria seu pai, nem fez voto de castidade para ser padre como sonhava sua mãe, em vez disso abraçou a música, talento manifestado desde os seus tenros anos da infância. Desde muito cedo parecia já saber que ia levar a vida na flauta, apesar dos encargos burocráticos de sua vida adulta, soprando música até na requinta, instrumento de sopro menor (e por isso mais agudo) que o clarinete; todos que aos 10 já sabia tocar, e com os quais já esboçava suas primeiras composições. Chegou a estudar num seminário fora de sua cidade natal, mas voltou para Santa Rita e aos 17 anos fundou sua primeira orquestra. José Gomes de Abreu, o Zequinha, viveu intensamente a musicalidade de sua época. Primeiramente tocando ‘nos interiores’ de São Paulo, para os mais diversos públicos e ambientes e para os mais diversos propósitos.


A Valsa (Branca)

www.youtube.com/watch?v=hIXLpER_oHQ (violão)

www.youtube.com/watch?v=mg4jFOuPe5U (piano)

Aos 18 anos casa-se com Durvalina Pires Brasil, de apenas 14, união que lhe deu 8 filhos. Nesta fase, o compositor e instrumentista santa-ritense acumula cargos burocráticos, mas sempre levando adiante sua já admirada e aclamada orquestra. Enquanto se virava para cuidar de sua volumosa família, morre seu pai José Alacrino Ramiro de Abreu. Logo em seguida, em 1920, a família viaja para a capital. Em São Paulo o ritmo de sua música e energia profissional não atravessa, apresentando-se em saraus, casamentos, cinemas (trilha para os filmes mudos), cabarés, festas particulares – vendendo suas partituras para famílias abastadas – em bares, confeitarias, além de ser pianista na extinta Casa Beethoven, especializada em vendas de instrumentos e partituras, onde fazia ouvidos e olhares debruçarem-se sobre sua arte e talento.



Os Pintinhos no Terreiro
www.youtube.com/watch?v=IyD122ZHQ4Y

Aurora
www.youtube.com/watch?v=z1f8qUivldA

Zombando Sempre
www.youtube.com/watch?v=Dc6yxJ-WUa4

Bafo de Onça
www.youtube.com/watch?v=J_thaSTQe_s

Nessa época já havia composto sua música mais conhecida, Tico-Tico no Farelo, sim porque foi com esse título que ele a apresentou num baile em sua cidade natal, no ano de 1917. Porém, o mais inacreditável mesmo é imaginar que Zequinha tenha sido obrigado a mudar o nome do seu Choro mais famoso porque talvez já existisse uma composição batizada Tico-Tico no Farelo, esta composta por Canhoto, o mesmo músico responsável por elevar a reputação do violão no Brasil, antes visto como um instrumento menor, de malandros e marginais. Só em 1931 a música ganhou o título Tico–Tico no Fubá, nome originado de uma frase do próprio compositor, referindo-se à animação dos dançarinos e aos comentários animadíssimos do público empolgado com sua orquestra: “até parece tico-tico no farelo...”

Vicente Vitale:

Músico, estava apenas iniciando seus negócios como editor quando numa ida à Casa Beethoven conheceu Zequinha, encontro que em 1924 resultou na edição da valsa Branca, um retumbante sucesso. Para a editora emergente o sucesso rendeu a Zequinha um contrato de exclusividade, com justa remuneração. Vitale faleceu em 1980, aos 77 anos, justo no centenário do amigo Zequinha, a quem sempre deveu o início muito bem-sucedido da sua carreira de editor.

www.youtube.com/watch?v=CcsSPzr7ays

Alguns logradouros que ganharam o nome do músico:

Rua Zequinha de Abreu, em Maua, SP.

Rua Zequinha de Abreu, Pacaembu, São Paulo, SP.

Praça Zequinha de Abreu, São Bernardo do Campo, SP.

Praça Zequinha de Abreu, Santa Rita do Passa Quatro, SP.

Rua Zequinha de Abreu, Bairro Ideal, Ipatinga, MG.

Bosque Municipal Zequinha de Abreu, Águas de Lindóia.


Sivuca e Hermeto Paschoal
www.youtube.com/watch?v=kfKwiXODlKs

Antes do Choro (ou Chorinho) ser reconhecido como um gênero musical, muita espera se deu até que gênios como Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth entre outros fossem aos poucos consolidando o estilo, bem dado (ou dotado de) a improvisações, virtuoso, complexo na execução, riquíssimo em possibilidades harmônicas, modulações, variações e cores, mas (ou por isso mesmo) desabusado, lépido, alegre, ao mesmo tempo emotivo, sentimental. Mas ainda precisava lá no início afastar as execuções da forma de tocar que era considerada mais uma interpretação temperada à brasileira das danças de salão européias do que propriamente um novo estilo e de fato genuinamente nacional. E foi mantendo traços da graciosidade melódica e romântica desvelada dos compassos aristocráticos da valsa e, sobretudo, da polca como os genes europeus da criação, estes unidos aos do maxixe, do lundu, e de todo batuque ‘assanhado’ dos escravos africanos que o Choro foi reconhecido como uma nova expressão musical e tipicamente brasileira.


Vários Ticos-Ticos:





Tico-Tico Kid virtuoso (show!)
www.youtube.com/watch?v=Fkma5rFX3HI

Tico-Tico em ritmo de Salsa



Tico-Tico Quinteto de sax



Tico-tico Mambo!




Tico-Tico banda de Rockers da Indonésia




Tico-Tico Rock N'Roll da Pesada!



Vinte e três anos depois de composta, o sucesso de Tico-Tico no Fubá chega ao ápice. O cinema e principalmente a mais brasileira de todas as portuguesas, Carmen Miranda, dão uma amplitude ainda maior ao que já era retumbante. Filmes em que Tico-Tico no Fubá é incluída: Saludos Amigos, A Filha do Comandante, Escola de Sereias, Kansas City Kitty e Copacabana.


Em 1952 foi lançado pela Vera Cruz o filme Tico-Tico no Fubá, que narra as venturas e desventuras de Zequinha de Abreu, porém de forma romanceada.

Direção: Adolfo Celi

Roteiro: Jacques Maret:

No elenco:
Tônia Carrero como Branca
e Anselmo Duarte como Zequinha de Abreu.

Concorreu ao prêmio no Festival de Cannes.

(Tatiana, uma sugestão,
porque vc não faz uma menção desse filme no seu blog? Hein, que tal?)



Tanto fora quanto na internet há poucas manifestações de homenagem à Zequinha de Abreu; enfim, que as novas e também as antigas gerações conheçam logo e se deslumbrem com a obra desse que é um dos maiores compositores de nossa música.







XVII.